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sábado, 02 de março de 2024

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Engenheiro Arnaldo Bortolo: missão cumprida e uma marca que fica

As comunidades registram diariamente a perda de cidadãos que entram na estatística de flutuação de suas composições demográficas. São números incluídos na contrapartida de nascimentos, fazendo a história da vida de cada cidade.
Em meio a esse fenômeno social típico de cada canto do universo, cada cidade tem a particularidade de compor a sua história com figuras expressivas nos diversos setores.
Há situações que precisam ter um registro mais marcante, em função das virtudes que uns ou outros deixaram fixados na memória coletiva da sua cidade.
O Engenheiro Arnaldo Bortolo, que nos deixou na manhã de sábado último, de forma súbita, junto dos seus, em sua casa, trouxe uma tristeza distribuída em diversos segmentos de nossa querida Chão Preto.
Cada um de nós valemo-nos do balanço entre as virtudes e nossas faltas no decorrer de uma existência, tendo seu fecho no momento da despedida final.
Arnaldo Bortolo, membro de uma família tradicional da cidade, culmina encerrando um ciclo de trabalho técnico na engenharia civil, destacado como um construtor competente, laborioso, prestativo, responsável e consciente, sempre visando a melhor solução técnica dentro do absoluto interesse do cliente assistido.
Era sua marca o profissionalismo ao atender celeremente o pleito de uma encomenda de trabalho de construção.
Muitas foram as obras em que serviu a muitos barretenses ao longo de sua carreira, na qual soube compatibilizar a tecnicidade da engenharia com o complemento de atividade agropecuária herdada do seu clã conhecido e respeitado na cidade.
Um lutador que soube construir uma família querida, ao lado da esposa e sempre companheira Professora Silvinha, ambos encaminhando filho e filhas exemplares nas atividades que abraçaram.
Aí vão Dr. Humberto, renomado ortopedista em Ribeirão Preto, Heloisa e Juliana, filhas com carreiras competentes em centros maiores como São Paulo e Rio de Janeiro e uma plêiade de netos que adoravam estar com êle.
Em meio a uma classe de engenheiros e construtores que enriquecem nossa história local, Arnaldo marca seu perfil ético ao ser respeitado e querido exatamente por seus concorrentes de atividade laboral.
Engenheiro Arnaldo, o “Italianinho”, na intimidade dos mais chegados, ou o “Dragão” referido pelos seus assessores de trabalho, desde os mais simplórios até os mais graduados de função, carregava essa alcunha pela característica arrojada e atuante na condução das tarefas de construção e de comando na sua atividade rural. Sempre resguardando o senso afetivo na forma desse tratamento.
Como amigo, que tivemos, fruto do privilégio de um convívio desde o período ginasial no Estadão, com atividades sócio esportivas sempre juntos, num grupo que atingiu a fase de consolidação das missões da construção das respectivas famílias. Vai fazer muita falta, como disse um dos nossos, numa lacuna certamente difícil de preencher, pela característica vivida por todos que o conheciam: a alegria que promovia nas rodas de convívio.
Suas estórias contadas, mormente as que carreavam muita graça, eram caracteristicamente retardadas de serem concluídas pelas risadas que até lhe tomavam o folego, antes mesmo que pudéssemos conhecer o engraçado desfecho.
E assim a vida seguirá como milenarmente acontece na história da Humanidade. Entretanto, há casos que deixam suas marcas no espaço ocupado e no tempo vivido. E Arnaldo Bortolo cumpriu um papel especial junto a todos que com ele conviveram, deixando motivos de saudades de variegadas formas, seja perante a família pessoal, na que inclui primos, amigos pessoais, amigos profissionais e amigos colaboradores.
Todos tendo como marca a imagem alegre, do arrojo e empenho no trabalho, na visão crítica da qual não abria mão, porém, sempre com a sensibilidade de fazer da vida um bem verdadeiramente abraçado e sem a vontade de perdê-lo.
Que a vida Eterna o receba transferindo todas essas virtudes junto àqueles que passaram pela história de nossa querida comunidade.
Que Deus abençõe sua família tão especial.

Amigo
Fauze José Daher

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