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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

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Encerrado processo de canonização da irmã Lúcia, uma dos três videntes de Nossa Senhora de Fátima

A Diocese de Coimbra e o Carmelo de Santa Teresa anunciaram na sexta-feira (13), que a fase diocesana da causa de canonização da Irmã Lúcia chegou ao fim. O processo passa agora para a competência direta da Santa Sé e do Papa Francisco.
A sessão solene de clausura do Inquérito Diocesano do Processo de Beatificação e Canonização da Serva de Deus Lúcia de Jesus será realizada no dia 13 de fevereiro, no Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra, Portugal.
O inquérito diocesano reúne todos os escritos da Irmã Lúcia, os depoimentos das 60 testemunhas ouvidas acerca de sua fama de santidade e das suas virtudes heróicas.
Após a Sessão de Clausura, todo o material recolhido será entregue na Congregação das Causas dos Santos, em Roma, que dará o adequado seguimento, de acordo com as normas estabelecidas pela Igreja.
A irmã Lúcia de Jesus, cujo processo de canonização entra agora numa nova fase, é considerada como a memória das Aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria, que ocorreram entre os meses de maio e outubro de 1917. Ela foi uma das videntes que testemunharam seis aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria, segundo os seus testemunhos, reconhecidos pela Igreja Católica.
Lucia nasceu em Aljustrel, Diocese de Leiria-Fátima, no dia 28 de março de 1907. Em sua cidade natal viveu a sua infância, juntamente com os beatos Francisco e Jacinta, seus primos.
Francisca e Jacinta Marto morreram poucos anos após as Aparições de Fátima, em 1919 e 1920, respectivamente; Lúcia ficou “mais algum tempo”, como lhe disse Nossa Senhora na aparição de 13 de junho de 1917.
Após as Aparições de Fátima, Lúcia entrou no Colégio das Irmãs Doroteias, no Porto, em 1921. Em 1948, a irmã Lúcia entrou para o Carmelo de Santa Teresa em Coimbra. Morreu no dia 13 de fevereiro de 2005 e foi sepultada no Carmelo de Coimbra; o seu corpo foi trasladado para a Basílica do Rosário de Fátima no dia 19 de fevereiro de 2006, onde foi tumulado ao lado da sua prima, a vidente Beata Jacinta Marto.
A 13 de fevereiro de 2008, o cardeal Saraiva Martins anunciou em Coimbra que o agora papa emérito Bento XVI tinha decidido antecipar o início do processo de beatificação da irmã Lúcia, após aceitar o pedido de dispensa do período de espera de cinco anos após a morte, determinado pelo Direito Canônico. 
Fonte: Gaudium Press

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