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domingo, 10 de abril de 2016

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EMPREENDER SOCIALMENTE COM O CHAMADO SETOR DOIS E MEIO

O Setor Dois e Meio é uma interseção do Primeiro Setor, empresas do setor privado, que visam lucros e as empresas do terceiro setor que compreendem as Organizações Não Governamentais (ONGS), que não tem fins lucrativos. Esse modelo de negócio faz-se presente mundialmente desde a década de 70, no Brasil, porém trata-se de um modelo pouco conhecido, sendo inserido a aproximadamente 10 anos.
Um exemplo do setor dois e meio, descrito no site doisemeio.com é do economista bengalês Muhammad Yunus, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2006, fundador do GrameenBank, considerado o modelo pioneiro deste setor, que ajudou a aliviar a pobreza com seu inovador modelo bancário de microcrédito. Yunus provou que uma empresa não precisa ter como fim único a maximização dos lucros: ela pode ser lucrativa e reduzir efetivamente a pobreza por meio de serviços e/ou produtos focados na expansão de oportunidades para a população de baixa renda.
O mercado muda constantemente, novas formas de empreender surgem em decorrência dessa evolução, atualmente pode-se perceber o crescente número de pessoas que vem adquirindo a consciência da importância em agir a favor das classes sociais, esses novos empreendedores concentram seus esforços no chamado Setor Dois e Meio, que consiste em uma  forma de conduzir os negócios de tal maneira que a torna a empresa parceira e corresponsável pelo desenvolvimento social, ou seja, as empresas buscam lucro por meio de atividades que resolvem problemas e incluem uma parcela da população que tem maior dificuldade de acesso a certas estruturas e serviços.
Em entrevista concedida à página de economia do site G1pela Coordenadora no Brasil da Ande (Aspen Network ofDevelopmentEntrepreneurs), uma rede global de mais de 200 organizações que colaboram para desenvolver pequenas empresas em crescimento que geram benefícios econômicos, sociais e ambientais em países em desenvolvimento A possibilidade de ter retorno financeiro mudando realidades sociais se torna uma alternativa para o terceiro setor. Possivelmente ONGs devem migrar para o modelo de negócio social por ver que podem ter retorno e sustentabilidade nos negócios.
De acordo com o pesquisador Tachizawa, quando a empresa se torna responsável socialmente, se encaixa no conceito de “efetividade”, com o alcance de objetivos do desenvolvimento econômico – social. Portanto, uma organização efetiva que mantém uma postura socialmente responsável.
Por tratar-se de uma tendência internacional, as organizações que seguem o modelo proposto pelo setor Dois e Meio onde, a obtenção do lucro éconjuminado com o aspecto social, tendem a atrair mais investimentos, tornando essas empresas competitivas no mercado, além de contribuir nos interesses da população menos favorecida.
 
Eduardo de Carvalho Machione (Graduado em Administração/UNIFEB – Especialista em Gestão de Negócios/USP – Mestre em Tecnologia Ambiental/UNAERP). Coordenador de Pesquisas da Faculdade Barretos. Docente da Faculdade Barretos. machione@colina.com.br
 
Luciola Lombardi Bonfante (Graduada em Administração pela Faculdade Barretos).
luciolalombardi@hotmail.com

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