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domingo, 20 de dezembro de 2015

Artigos

EMPREENDEDORISMO NA TERCEIRA IDADE

Atualmente, no Brasil, existem cerca de 600 mil idosos atuando de forma estratégica. E essa atuação não se restringe a jogos de dominó, canastra ou bocha. Estima-se que por volta de 3% dos empreendedores brasileiros possuem idade superior a 60 anos e, com o relativo aumento na qualidade de vida e prolongamento da vida ativa, o número de empresários nesta faixa etária tende a um acentuado crescimento.
De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística) até 2020 serão aproximadamente 30 milhões de pessoas na famigerada melhor idade, e grande parte deles não estarão em casa, gastando o tempo com afazeres domésticos. Segundo relatório do GEM (Global Enterpreneurship Monitor’s) de 2011 são 21,1 milhões de pessoas o número de empreendedores (17% da população) no Brasil no cenário de 2010, e aponta ainda que, cerca de 1,4 milhão de empresas brasileiras em fase inicial (com até 42 meses de existência) são comandadas por pessoas entre 55 e 64 anos.
De acordo com o SEBRAE, após os 60 anos pode ser, literalmente, a melhor idade para se dar início a um novo negócio. Esses novos idosos possuem disposição superior a muitos jovens e, grande parte deles vem se atualizando ao longo do tempo, sendo assim, esses quesitos unidos a experiência e a maturidade vão garantir muitos pontos positivos para o empreendedorismo. Questões relacionadas à aposentadoria, como “O que fazer durante o dia?”ou “Será que consigo ficar parado?” podem atuar como verdadeiros estimulantes. Existe grande possibilidade dese encontrar na maturidade e na experiência de vida características essenciais ao empreendedorismo.
O SEBRAE aponta ainda que, serviços de assessorias e consultorias são atividades comandadas frequentemente por empreendedores com um pouco mais de idade, pelo fato dos mesmos se beneficiarem de conhecimento e experiências aliadas a relacionamentos pessoais e profissionais. Além dessas atividades, o Relatório GEM demonstra ainda que 36% dos negócios iniciados por idosos estão relacionados à área de alimentícia, 20% ao varejo e 16% a atividades imobiliárias.
Contudo, apesar do latente impulso empreendedor, a coordenadora geral do IPROS (Instituto Prosseguindo), especialista em pesquisa e estudos sobre Empreendedorismo na Maturidade, Cláudia Soares de Oliveira, crê que esta faixa etária ainda carece de incentivos governamentais e da iniciativa privada: “É evidente a falta de políticas e programas de apoio governamental ao empreendedorismo na terceira idade, como já ocorre com o empreendedorismo voltado para os jovens no Brasil em programas como o ProJovem Trabalhador, do Ministério do Trabalho e o Jovem Empreendedor, do SEBRAE”. Cláudia acredita que não existe idade para empreender, “mas sim a necessidade de desenvolvimento de uma educação empreendedora e acessível às pessoas em qualquer fase da vida”.
 
Eduardo de Carvalho Machione (Graduado em Administração/UNIFEB – Especialista em Gestão de Negócios/USP – Mestre em Tecnologia Ambiental/UNAERP). Coordenador de Pesquisas da Faculdade Barretos. Docente da Faculdade Barretos.
machione@colina.com.br
 
José Carlos Gazeta da Costa Jr. (Graduado em Direito/UNIRP – Especialista em Direito Civil e Processo Civil/UNIRP) Docente da Faculdade Barretos.
j.gazeta@uol.com.br

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