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quinta-feira, 18 de abril de 2024

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Em que dia a Igreja celebra a solenidade da Assunção de N. Sra.

“Munificentissus Deus” – Estas são as duas primeiras palavras da Constituição Apostólica promulgada pelo papa Pio XII no dia 1º de novembro de 1950 (solenidade de Todos os Santos), quando – ex cathedra – definiu como Dogma (verdade de fé) a Assunção de Nossa Senhora, a Virgem e Imaculada Mãe de Deus, aos céus em corpo e alma.
É bom salientar que os cristãos já celebravam a Assunção de Maria aos céus há muitos séculos, nos dias 15 de agosto, por antigas tradições. Pio XII definiu essa verdade em 1950, mas a data da celebração continuou a mesma. Há algumas décadas, aqui no Brasil, dia 15 de agosto era um dia santo, guardado pelos fiéis. Com a laicização da sociedade, a maioria dos dias santos de guarda foram abolidos pelas autoridades civis, e a Igreja passou a transferir muitas dessas festas para o domingo seguinte. No entanto, mais de uma dezena de cidades, no país, ainda tem o dia de hoje como feriado. E várias Dioceses e Paróquias, mesmo não sendo feriado em seus territórios, celebram a Assunção hoje, e até com outros títulos marianos, como Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora da Abadia, Nossa Senhora das Vitórias, Nossa Senhora do Desterro, dentre outros.
Mas a maioria das paróquias transfere esta solenidade para o domingo seguinte ao dia 15. De qualquer forma, há quem chame essa solenidade de “Páscoa de Agosto”, que à primeira vista parece um exagero, porém não o é se fizermos a ligação da páscoa – passagem – de Maria com a páscoa de Jesus. O motivo é simples: a Assunção de Maria é um fruto mais direto e mais imediato da Ressurreição de Cristo, seu filho. Foi ela quem transmitiu a humanidade a Ele que, por ser o filho divino do Pai, fez dele uma pessoa com duas naturezas, um Deus-Homem, ou um Homem-Deus.
Maria, com seu corpo imaculado e virginal, o primeiro sacrário vivo do Senhor encarnado, teve, pelos méritos de seu divino Filho, a plenitude da graça e o esplendor de sua condução aos reinos celestiais, onde se tornou a Rainha do céu e da terra, com sua própria corporeidade, na sua integridade. E onde nos aguarda como uma mãe amorosa e compassiva.

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