sábado, 28 de novembro de 2020

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Em busca do Kairós

Ao refletirmos sobre a realidade do tempo, será possível perceber que existem diversas especificações sobre a realidade temporal. Pode-se afirmar que o tempo em sua capacidade dinâmica possui uma capacidade relativa, ou seja, ele relaciona-se às diversas características da existência. E também a capacidade universal, na medida em que o tempo é uma realidade Partindo-se do ponto de vista universal, o tempo é marcado pela cronologia Chronos, o tempo que passa e nos insere na dinâmica do envelhecimento, do crescimento etc. Nota-se que este tempo, na cultura grega era representado por uma realidade negativa e má, visto que ele parecia devorar os humanos.
Em contrapartida, o tempo Kairós, ficou conhecido como o tempo oportuno, e relacionou-se com a menção do tempo de Deus, o tempo que é capaz de ser realmente vivido, aproveitado, organizado.
Estas duas realidades temporais, Chronos e Kairós, fazem parte da nossa existência, todos somos inseridos nesta mesma realidade, mas a diferença está na capacidade do homem aliar-se a estas realidades. O tempo Chronos, passageiro nos insere em uma realidade “quantitativa”, ao qual se nos deixarmos levar somente por ele, de fato, seremos sugados. Mas ao mesmo tempo ele demonstra a realidade peregrina ao qual fomos inseridos, ele nos deixa claro esta realidade do nosso limite temporal.
O tempo Kairós, nos ensina a viver bem cada momento, ele nos insere em uma realidade “qualitativa”, psicológica, que nos motiva a fazer bem feito e com amor, tudo o que realizamos. Saibamos viver e aproveitar bem, o tempo da graça, para sermos livres da tentação do afobamento e da acumulação desnecessária, para sermos capazes de nos abrirmos para o amor doação, e assim, vivermos bem cada momento. Peçamos a Deus a sabedoria para discernimos bem o nosso tempo e nos inserirmos no tempo Kairós, o tempo da graça, o tempo oportuno.

Daniel Canevarollo
Seminarista

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