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sexta-feira, 14 de junho de 2024

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Em 2025 comemoraremos 1700 anos do I Concílio Ecumênico

O chamado “concílio apostólico de Jerusalém” é um dos eventos sinodais vividos pela Igreja nascente para responder a necessidades surgidas nas primeiras décadas do cristianismo ou para enfrentar dificuldades que vinham à tona no processo de evangelização.

Os principais eventos sinodais registrados pelos Atos dos Apóstolos são a eleição de Matias para ocupar o lugar deixando vago pela traição de Judas Iscariotes e, assim, reconstituir o grupo dos “Doze” (Atos 1,15-26), a escolha dos “Sete” para atender à parcela helenista da Igreja de Jerusalém, particularmente as viúvas que reclamavam não estar sendo bem atendidas, e – o mais famoso – o “Concílio dos Apóstolos” sobre a necessidade ou não de exigir dos pagãos convertidos algumas normas próprias do judaísmo. Obviamente, o processo de superação das diferenças entre a perspectiva de Paulo e Pedro na evangelização dos pagãos não é chamado pelo livro dos Atos de “Concílio”. Esta denominação foi-lhe dada posteriormente por analogia com os eventos que, mais tarde, serão chamados “concílios”.

Concílios propriamente ditos vão acontecer a partir do século II, primeiro em nível de Igrejas locais, e, num segundo momento, entre Igrejas regionais. Ao longo de toda a história da Igreja foram realizados diversos concílios locais, regionais e universais.

Primeiro milênio: Niceia (325); Constantinopla I (381); Éfeso (431); Calcedônia (451); Constantinopla II (553); Constantinopla III (680-681); e Niceia (787).

Idade Média: Latrão I (1123); Latrão II (1139); Latrão III (1179); Latrão IV (1215); Lyon I (1245); Lyon II (1274); e Vienne (1311-1312).

Idade Moderna e Contemporânea: Latrão V (1512-1517); Trento (1545-1563); Vaticano I (1869-1870); e Vaticano II (1962-1965).

No próximo ano, 2025, comemoraremos 1700 anos do Concílio de Niceia (325-2025), que teve o assunto principal sobre a divindade do Filho de Deus, Jesus Cristo.

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