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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Artigos

Ele está no meio da gente

A encarnação do Filho de Deus não foi um acontecimento como tantos outros da história, que os homens registraram, mas que possa ser relegado a um segundo plano, diante de um fato novo ou que possa ser considerado mais importante. Não. Ao encarnar-se no seio puríssimo de uma Virgem, Jesus entra no mundo como Salvador e Mediador entre Pai e o homem pecador, cuja natureza humana e pecadora assume, “carregando sobre si todos os pecados”. (1 Pd 2,24).
– Tudo isso os cristãos já sabem – Sim, sabem, mas não dão o menor valor a tão grande verdade.
– Também, não é assim… Todo mundo respeita.
– Não; são pouquíssimos os que respeitam, pois respeito e crença real, aqui, é muito mais do que essa atitude de indiferença, que é própria da maioria dos cristãos.
Todos precisam compreender e aceitar plenamente, que Jesus não vem para ser lembrado pelos homens e por eles admirado. Não vem para ficar na história, Jesus vem para salvar e traz consigo todo o Bem. Salva e cura; perdoa e liberta; transforma e dá vida possibilitando à criatura, o retorno ao Criador. E neste nascer, permanece até o fim dos tempos (Mt 28, 20b), tão presente hoje, quanto há dois mil anos vivo, atuante, insistente, solícito, fiel, de coração aberto e transbordando de amor.
Aquele “filho de carpinteiro”, que ocultando o esplendor de sua divindade passava pela Judéia a fazer o Bem, passa hoje no meio de nós. Diz a Escritura, que “os seus não O receberam”.
E nós? É preciso que a gente faça um análise, uma auto-crítica, para saber se realmente o recebemos. Será que a expressão “seus” do Evangelho, não se refere a nós? Porque será que hoje, passando Jesus entre nós, não nos sentimos curados e libertados de nossos males? Se voltarmos um olhar sincero e profundo para o nosso interior, descobriremos a nossa falta de fé. É por essa razão que não somos atendidos em nossas solicitações, súplicas, necessidades. Falta nos fé. Não cremos que Jesus está vivo, entre nós, realmente então, não adianta na hora do aperto, o chamarmos, pois não seremos atendidos.
Quando, por esforço próprio e com a graça de Deus, acreditarmos de verdade, e confiarmos sem restrições, que Jesus está no nosso reino e é o Salvador e Mediador entre o Pai e nós, poderemos gritar: Senhor, se Tu queres, podes limpar-me, pois certamente ouviremos a sua doce voz a nos dizer: “Quero; sê limpo”.

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