quarta-feira, 21 de outubro de 2020

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A EDUCAÇÃO, O ENFRENTAMENTO DA IDIOTIZAÇÃO E A PRESERVAÇÃO DA VIDA

Parece óbvio mas convém destacar que a educação não deve idiotizar as pessoas. Antes, deve libertá-las da indústria cultural que exerce controle socioculturale impõe de várias formas o adestramento do pensamento, dos valores e das culturas, estimulando sobretudo,as de consumo e a busca da felicidades na materialidade da vida.
É comum no continente americano onde está localizado o Brasil, as populações se abaixarem aos ditames dos EUA, endeusando-os por conta da imagem que constroem e divulgam sobre si, por meio de altíssimos investimentos utilizados na construção de uma imagem que não condiz com a realidade. A indústria do cinema/seriados/games estimula a violência e banaliza a vida.
Para compreensão da realidade sociocultural não há forma independente e livre, mas há uma que se for melhor organizada pode sim, desenvolver nos homens a capacidade de duvidar, de questionar e de buscar por meio da autonomia, e do conhecimento histórico, uma compreensão mais inteligível e apurada da realidade, indo além das aparências. Cabe àeducação na escola e fora dela, despertar o ser cognoscível e inquietante, que seja capaz de valorizar a VIDA prioritariamente! Ah, a vida, a única razão, a maior de todo as razões! Parece simples mas não é!
Libertar o ser, exigindo dele uma leitura do mundo e desi próprio impõe o pensamento filosófico. Saber pensar e refletir sobre as coisas do mundo impede a dominação, a doutrinação, inclusive a religiosa, negativa, alienante e até com a ação predatória do charlatanismo.
O entendimento daorganização sociocultural para além das apostilas preparadas para aprovação no vestibular! Educação não é isso! Não deve se voltar para os cálculos do metro quadrado da construção civil ou para o desenvolvimento de tecnologias e algoritmos para sabe-se lá o quê.O mercado está dando notícias de disponibilização de plataforma digital de professores! Alto lá! Antes disso, há de se saber a serviço de quem se está a trabalhar!
Se para o bemol não, da imensa maioria, se para a vida ou para a morte. Não se corromper de forma quase natural, certo de que ao final, se olhará para a história individual e se orgulhará da sua contribuição para o mundo, no tempo de vida. Para tal há que se saber fazer boas escolhas que enriqueçam os setenta ou oitenta anos de uma vida no planeta.
Uma vida rica, não é umavida materialmente rica como a que a indústria cultural incute diariamente, inclusive com o controle dos canais de televisão pagos ea extinção os canais educativas,com a supremacia da língua inglesa sobreas demais línguas das várias nações. A vida rica é aquela em que vários sujeitos socioculturais inteligíveis, se desenvolvem a ponto de criarem sociedades nas quais não hajam primitividade, corrupção e promiscuidade e na qual o homem se orgulhe de ser digno e sensível.

Profa. Dra. Luciene
Ferreira da Silva
Docente do Departamento de Educação/Programa de Pós Graduação em Docência da Educação Básica
Universidade Estadual
Paulista Júlio de Mesquita Filho –FC/UNESP
[email protected]

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