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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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EBOLA

Ebola

A Doença pelo Vírus Ebola (DVE) é uma zoonose causada por vírus da família Filoviridae, pertencentes ao gênero Orthoebolavirus. O termo DVE compreende as doenças causadas pelas diferentes espécies desse gênero capazes de infectar seres humanos. A doença afeta seres humanos e outros primatas não humanos, sendo os morcegos frugívoros considerados os reservatórios naturais mais prováveis do vírus. A transmissão para humanos pode ocorrer a partir do contato com sangue, órgãos ou fluidos corporais de animais infectados, como morcegos, primatas não humanos e outros mamíferos silvestres.

O vírus Ebola foi identificado pela primeira vez em 1976, durante surtos registrados simultaneamente no atual Sudão do Sul e na República Democrática do Congo, próximo ao Rio Ebola, que deu nome ao vírus.

Atualmente, são reconhecidas seis espécies do gênero Orthoebolavirus: Zaire ebolavirus, Sudan ebolavirus, Bundibugyo ebolavirus, Taï Forest ebolavirus, Reston ebolavirus e Bombali ebolavirus. Destas, as espécies Zaire ebolavirus, Sudan ebolavirus, Bundibugyo ebolavirus e Taï Forest ebolavirus estão associadas à ocorrência de doença em seres humanos. O Reston ebolavirus afeta principalmente animais e não há evidências de causar doença em humanos. O Bombali ebolavirus foi identificado em morcegos e, até o momento, não há registro de doença em seres humanos.

A DVE é uma doença grave que pode causar surtos esporádicos, principalmente na África Subsaariana. A gravidade da infecção varia conforme a espécie viral envolvida e as condições de acesso ao diagnóstico e à assistência à saúde. Em 17 de maio de 2026, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o surto de doença causada pelo vírus Bundibugyo na República Democrática do Congo e em Uganda constitui uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII).

Até o momento, não há registro de casos confirmados de Doença pelo Vírus Ebola no Brasil.

A Doença pelo Vírus Ebola é de notificação compulsória imediata. A notificação de todo caso suspeito ou confirmado deve ser realizada pelo profissional de saúde ou pelo serviço que prestar o primeiro atendimento ao paciente, pelo meio mais rápido disponível, de forma imediata (em até 24 horas após a suspeita inicial) às autoridades de saúde das Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde e aos Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) estadual e nacional.

A infecção pelo vírus Ebola ocasiona os seguintes sintomas: Febre e/ou calafrios; Cefaleia; Fraqueza; Diarreia; Vômitos; Dor abdominal; Inapetência; Odinofagia; Manifestações hemorrágicas.

O período de incubação da doença pode variar de 2 a 21 dias, sendo que os sintomas costumam surgir entre 5 e 10 dias após a infecção. Os anticorpos IgM podem ser detectados a partir de dois dias após o início dos sintomas e permanecer detectáveis por um período de 30 a 168 dias após a infecção. Os pacientes tornam-se contagiosos apenas após o início dos sintomas. A confirmação dos casos de Ebola é realizada por meio de exames laboratoriais específicos.

Para a maioria das pessoas no Brasil, o risco de contrair a Doença pelo Vírus Ebola é baixo. São fatores de risco: viajar ou permanecer em áreas com transmissão ativa da doença; ter contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou outros materiais biológicos de pessoas com suspeita ou confirmação de Doença pelo Vírus Ebola; prestar assistência a pessoas infectadas sem a utilização adequada de equipamentos de proteção individual (EPIs); participar do manejo ou da preparação de corpos de pessoas infectadas para sepultamento; ter contato com animais silvestres infectados, vivos ou mortos, especialmente morcegos e primatas não humanos, ou com seus tecidos, sangue e fluidos corporais.

O principal exame para o diagnóstico confirmatório da Doença pelo Vírus Ebola é a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR). Nos casos suspeitos, quando a primeira coleta ocorrer antes de 72 horas após o início dos sintomas, deverá ser realizada uma segunda coleta após esse período. As amostras são encaminhadas aos laboratórios de referência definidos pelo Ministério da Saúde: Instituto Oswaldo Cruz da Fundação Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Instituto Adolfo Lutz (IAL) e Instituto Evandro Chagas (IEC).

A DVE é uma síndrome febril hemorrágica aguda cujos principais diagnósticos diferenciais incluem malária, febre amarela, sarampo, disenterias bacterianas, febre tifoide, shiguelose, cólera, leptospirose, peste, riquetsioses, febres recorrentes, doença meningocócica, hepatites virais, dengue grave e outras febres hemorrágicas virais.

Importante: Pessoas com suspeita ou confirmação de Doença pelo Vírus Ebola devem ser imediatamente isoladas e as autoridades sanitárias competentes devem ser notificadas. Os profissionais de saúde envolvidos na assistência devem utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

Após a primeira semana de infecção, alguns pacientes com DVE podem se recuperar, mas, habitualmente, a doença evolui para formas graves. A viremia aumenta drasticamente, acompanhando o agravamento do quadro clínico. Os pacientes podem desenvolver um rash cutâneo (exantema) difuso, seguido de descamação da pele. Na evolução, podem ocorrer diarreia grave, náuseas e vômitos acompanhados de dor abdominal, comprometimento das funções hepáticas e renais e, frequentemente, coagulação intravascular disseminada, levando a hemorragias internas e externas variadas.

São considerados sinais relevantes de gravidade: hemorragia nasal, melena, aumento significativo de transaminases (TGO e TGP), queda abrupta de plaquetas, sinais de choque e baixa saturação de oxigênio. Os óbitos normalmente ocorrem na segunda semana da doença e estão relacionados à instabilidade hemodinâmica, choque (colapso circulatório), infecções bacterianas secundárias e/ou coagulação intravascular disseminada.

A transmissão se dá por meio do contato com sangue, tecidos ou fluidos corporais de animais e indivíduos infectados (incluindo cadáveres), ou a partir do contato com superfícies e objetos contaminados. Não há transmissão durante o período de incubação, ocorrendo apenas após o aparecimento dos sintomas. Não há evidências de transmissão pelo ar.

Acredita-se que o vírus tenha sido transmitido para seres humanos a partir do contato com sangue, órgãos ou fluidos corporais de animais infectados, como chimpanzés, gorilas, morcegos frugívoros, antílopes e porcos-espinhos.

Na África, os surtos provavelmente se originam quando pessoas entram em contato ou manuseiam carne crua de chimpanzés, gorilas, morcegos, macacos, antílopes florestais e porcos-espinhos infectados, encontrados doentes ou mortos na floresta. Após a infecção humana, o vírus pode ser transmitido para outras pessoas por meio do contato direto com sangue, fluidos corporais ou secreções, como fezes, urina, saliva, leite materno e sêmen de pessoas infectadas.

Os cuidados são de suporte precoce com hidratação e tratamento sintomático. Embora existam terapias específicas aprovadas para a doença causada pela espécie Zaire ebolavirus, ainda não há tratamento específico licenciado para a doença causada pelo vírus Bundibugyo. O tratamento, a princípio, restringe-se ao controle dos sintomas e às medidas de suporte e estabilização do paciente.

É importante iniciar o tratamento de maneira oportuna, para aumentar as chances de sobrevivência dos pacientes. É recomendada a expansão volêmica, a correção dos distúrbios hidroeletrolíticos, a estabilização hemodinâmica, a correção da hipoxemia e a manutenção da oferta de oxigênio tecidual, além do tratamento de infecções bacterianas secundárias, quando indicado.

Uma vez recuperada da doença, a pessoa pode desenvolver resposta imunológica contra a espécie do vírus responsável pela infecção, embora a duração e o grau dessa proteção ainda sejam objeto de estudos.

Atualmente, existem vacinas aprovadas para a prevenção da doença causada pela espécie Zaire ebolavirus. Entretanto, até o momento, não há vacinas licenciadas para prevenção da doença causada pelo vírus Bundibugyo. A vacina rVSV-ZEBOV demonstrou elevada eficácia na prevenção da doença causada pelo Zaire ebolavirus e foi utilizada em estratégias de vacinação em anel durante surtos na Guiné e na República Democrática do Congo, contribuindo para a interrupção da transmissão.

Nos países onde há transmissão da Doença pelo Vírus Ebola, a melhor forma de prevenção é evitar o contato com sangue, tecidos, secreções e outros fluidos corporais de animais ou pessoas infectadas, bem como com corpos de pessoas falecidas em decorrência da doença durante rituais funerários.

Dessa forma, as principais medidas de prevenção são: evitar viagens não essenciais para áreas com transmissão ativa da doença; lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou utilizar preparação alcoólica; evitar contato com pessoas infectadas e seus fluidos corporais; evitar contato com animais silvestres doentes ou mortos e com seus tecidos e fluidos corporais; não realizar o manejo de cadáveres de casos suspeitos ou confirmados de Doença pelo Vírus Ebola sem a adoção das medidas adequadas de proteção.

 

Infarto

O Infarto Agudo do Miocárdio é a maior causa de mortes no país. Estima-se que, no Brasil, ocorram de 300 mil a 400 mil casos anuais de infarto e que a cada 5 a 7 casos, ocorra um óbito. Para diminuir o risco de morte, o atendimento de urgência e emergência, nos primeiros minutos, é fundamental para salvar uma vida.

Governo Federal por meio do Ministério da Saúde criou a Linha de Cuidado do Infarto Agudo do Miocárdio, uma série de medidas desenvolvidas para melhorar a qualidade e a agilidade do atendimento em situações emergenciais.

Agora, os profissionais de saúde estão ainda mais conectados e capacitados para continuar salvando vidas.

Saiba como funciona: paciente ou pessoa próxima entra em contato com o SAMU pelo 192, profissionais do SAMU chegam ao local, fazem o diagnóstico e colocam o paciente na ambulância. Na ambulância, realizam o pré-atendimento com a aplicação de trombolíticos, caso necessário e comunicam o hospital de emergência. Paciente chega ao hospital já identificado e é atendido por um profissional de saúde.

Infarto agudo do miocárdio ou ataque cardíaco é a morte de células do músculo do coração devido a formação de coágulos que interrompem o fluxo sanguíneo de forma súbita e intensa.

Pode ocorrer em diversas partes do coração, dependendo da área que foi obstruída.

Em casos raros, o infarto pode acontecer por contração da artéria, interrompendo o fluxo sanguíneo ou por desprendimento de um coágulo originado dentro do próprio coração e que se aloja no interior dos vasos.

Dor ou desconforto na região peitoral, podendo irradiar para as costas, rosto, braço esquerdo e, raramente, braço direito. Essa dor costuma ser intensa e prolongada, acompanhada de sensação de peso ou aperto sobre o tórax, provocando suor frio, palidez, falta de ar e sensação de desmaio.

Em idosos, o principal sintoma do infarto agudo do miocárdio pode ser a falta de ar. A dor também pode ser no abdome, semelhante a dor de uma gastrite ou esofagite de refluxo, mas é pouco frequente. Nos diabéticos e idosos, o infarto também pode ocorrer sem sinais específicos. Por isso, deve-se estar atento a qualquer mal-estar súbito.

Em idosos, o principal sintoma do infarto agudo do miocárdio pode ser a falta de ar. A dor também pode ser no abdome, semelhante a dor de uma gastrite ou esofagite de refluxo, mas é pouco frequente.

Nos diabéticos e idosos, o infarto também pode ocorrer sem sinais específicos. Por isso, deve-se estar atento a qualquer mal-estar súbito.

Nos diabéticos e idosos, o infarto também pode ocorrer sem sinais específicos. Por isso, deve-se estar atento a qualquer mal-estar súbito.

Fatores de Risco: Os principais fatores de risco são tabagismo, sedentarismo, alimentação ruim, colesterol alto e estresse em excesso. Além do infarto, essas condutas podem provocar hipertensão, AVC, obesidade, depressão e diabetes.

Diabéticos e hipertensos têm de duas a quatro vezes mais chances de sofrer um infarto.

Tratamento: Infarto é uma emergência que exige cuidados médicos imediatos. Identificar os sintomas pode ser decisivo para salvar a vida de uma pessoa. O tratamento, geralmente, é cirúrgico e/ou medicamentoso, com uso de anticoagulantes, por exemplo.

Prevenção: Prática regular de atividades físicas, alimentação adequada, não consumo de álcool e qualquer tipo de tabagismo.

Se sentir dor no peito, suor frio, palidez e sensação de desmaio, Ligue 192 SAMU

Ou procure uma Emergência Cardiológica mais próxima.

 

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