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terça-feira, 05 de março de 2024

Artigos

É preciso respeito, mesmo quando se discorda

Na convivência entre homens e mulheres, de culturas e gerações diferentes, de realidades sociais distintas, ocorrem conflitos que não podem ser resolvidos inteiramente nem rapidamente. Por vontade de Deus, todos nós somos membros de uma única família e nos comprometemos, como cristãos, a promover a harmonia e a paz.
Precisamos aprender a conviver com a diversidade de situações e com as nossas diferenças. Realidades desumanas, opções diferentes de vida, pensamentos, linguagens, comportamentos… Como é importante sabermos lidar com opiniões adversas!
Isso nada mais é do que pontos de vista diferentes. e como é rica essa diversidade, se vista com bons olhos! Podemos aprender muito! Nós não precisamos concordar com o que o outro diz, mas devemos respeitar e nos controlar para não invadir o seu espaço. Assim, manteremos a mente aberta para as opiniões contrárias, sem ofensas desnecessárias, além de, com caridade, poder contribuir com as mudanças, conversões, melhorias, busca da verdade. Brincadeiras de mau gosto e palavras ofensivas não nos levam a nada e sempre provocam confusão, violências, mal-entendidos e arrependimentos.
A regra de ouro do cristão que nos alerta para uma prática de fazer ao outro o que gostaríamos de receber é uma chave que pode abrir muitas portas. Mas, também, é essencial cultivar os frutos do Espírito.
Só teremos um resultado positivo e acontecerá realmente uma mudança em nosso coração e em nossas relações com os outros se houver humildade e gratidão a Deus.
Humildade para reconhecermos o quanto somos limitados em aceitar o outro como ele é (e vice-versa) e que precisamos diariamente melhorar o nosso convívio com todos os que nos rodeiam. “Eu (…) vos exorto a levardes uma vida digna da vocação que recebestes: com toda humildade e mansidão, e com paciência, suportai-vos uns aos outros no amor, solícitos em guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz” (Ef 4,1-3).
Agradeçamos a Deus por nos dar a cada dia, na convivência com os outros, uma nova oportunidade de sermos melhores como seres humanos, como filhos(as), como irmãos(ãs), como amigos(as), e em todas as funções que exercemos cotidianamente.

 

 

(Laços de Fé e Vida, Edições CNBB)

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