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segunda-feira, 24 de junho de 2024

Artigos

É jogando que se aprende

Seja de tabuleiro, videogame ou envolvendo algum exercício físico, todo mundo já jogou algum jogo pelo menos uma vez na vida, principalmente na infância e adolescência. Geralmente a atividade é realizada em momentos de descontração para relaxar e descomprimir, seja sozinho ou entre amigos, e sua prática traz diversos benefícios tanto para a mente quanto para o corpo.
Porém, ainda que seja mais atrelado a momentos de diversão e lazer, os jogos podem ter um papel fundamental no aprendizado e socialização de pessoas de todas as idades, desde bebês até idosos. Segundo uma pesquisa da Etermax Brand Gamification, desenvolvedora argentina de games, 78% dos jogadores conheceram gente nova devido aos videogames, 42% fizeram amizade graças a eles e 61% estão inseridos em alguma comunidade de gaming.
Quem nunca brincou de amarelinha, teatro de fantoche, jogo da memória e quebra-cabeça em algum momento da vida? Embora sejam normalmente voltadas ao público infantil, são exemplos de atividades que ajudam a estimular o cérebro e desenvolver habilidades como comunicação, lógica e raciocínio. E justamente por sua capacidade de ensinar diversas lições é cada vez mais comum vermos práticas educacionais gamificadas nas instituições de ensino.
Além de promoverem a concentração, fixação e a capacidade de memorização de informações, trabalho em equipe, inteligência emocional, cumprimento de regras e melhora na coordenação motora, elas também incentivam o lado criativo e a imaginação, o que ajuda a preparar os indivíduos para a vida adulta e todos os deveres e responsabilidades que vêm com ela.
Outra área que tem se beneficiado da aprendizagem por meio dos jogos e estratégias de gamificação é a de recursos humanos, que realiza processos seletivos e treinamentos corporativos por meio dessas atividades, fazendo com que os candidatos e colaboradores se sintam mais engajados e interessados e tenham seus desempenhos aprimorados.
Com um cenário como o atual, no qual as tecnologias fazem parte das rotinas da maior parte dos profissionais e estudantes e temos diversos estímulos vindo de todos os lugares a todo momento nos distraindo do que realmente importa, é cada vez mais necessário buscarmos estratégias diferentes e assertivas que consigam envolver as pessoas com os estudos. Já está mais do que comprovado que os jogos são efetivos nessa missão, então precisamos aproveitar tudo o que eles têm a oferecer para o desenvolvimento de uma sociedade mais estudiosa e inteligente.
Há quem duvide da real capacidade de ensinamento das atividades lúdicas, mas eles fazem parte de uma minoria que certamente logo será convencida de que jogando se aprende — e muito! Porém, de uma maneira mais leve, motivadora, rápida e divertida.

 

 

Samir Iásbeck é CEO e
Fundador do Qranio, plataforma
mobile de aprendizagem

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