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domingo, 15 de maio de 2016

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E AGORA PADIM CÍCERO?

Bom Dia Barretos. 
Todos sabem da fé que o Padre Cícero inspirava em todo o povo nordestino, enquanto vivo e muito mais, depois que o Pai celeste o chamou de volta ao plano espiritual. Pois bem, foi inspirado nesse sentimento de fé, que hoje pergunto como os meus irmãos nordestinos, e agora “padim” Cícero? O que vai ser do Brasil? O novo ministro responsável pela economia do Brasil, Henrique Meirelles, já fala em reeditar a CPMF, criar novos tributos, rever os critérios de aposentadoria e promover uma reforma na previdência social.
 Parece que tudo mudou no governo, menos a ideia de criar novos tributos, quando o brasileiro já não sabe mais como fazer para pagar os atuais. Isso me faz lembrar um saudoso jornalista barretense que escrevia em sua coluna: E agora José?. Creio que nem padre Cícero nem o José seriam capazes de jogarem um pouco de luz na confusa situação por que passa o Brasil. Não dá para fugir da realidade nem nos livrarmos do amargo remédio que os doutos economistas insistem em nos aplicar. 
Fiquei então a imaginar como seria bom, se pudéssemos hibernar como os ursos hibernam no inverno, e acordarmos depois que toda a tempestade que vem por ai tivesse passado. 
Lembrei-me então da fábula “A teia de aranha” que passo a relatar. Uma vez, um homem estava sendo perseguido por vários malfeitores que queriam matá-lo. Correndo, o homem virou em um atalho que saia da estrada e entrava pelo meio do mato e, no desespero, elevou uma oração a DEUS: – DEUS Todo poderoso, faz com que dois anjos venham do céu e tapem a entrada da trilha para que os bandidos não me matem. Nesse momento, percebeu que os homens se aproximavam da trilha onde se escondera e que, na entrada da mesma, uma minúscula aranha começava a tecer uma teia.
 O homem se pôs a fazer outra oração, cada vez mais angustiado: – Senhor, te pedi anjos, não uma aranha. Senhor, por favor, com Tua mão poderosa, coloca um muro forte na entrada desta trilha, para que os homens não possam entrar e me matar. Abriu os olhos esperando ver um muro tapando a entrada e viu apenas a aranha tecendo a teia. 
Os malfeitores já estavam prestes a entrar na trilha na qual ele se encontrava esperando a morte. Quando passaram diante da trilha, o homem escutou: – “Vamos, entremos nesta trilha! – Não, não está vendo que aí tem até teia de aranha? Nada entrou por aqui. Continuemos procurando nas próximas trilhas.” 
Que a fé que salvou o pobre homem da morte, possa nos inspirar em nossas orações ao Senhor, a fim de que, possamos sobreviver a esse período chamado de ajuste fiscal, ainda tendo forças para esperar o período de bonança que estão a nos prometer.
 
BOM DIA BARRETOS           

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