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quarta-feira, 19 de junho de 2024

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Do seu interior correm rios de água viva

Na cruz, e pela sua Ressurreição, Deus-Pai, pelo Filho no Espírito Santo, celebra uma nova Aliança com a humanidade. O Filho é o Caminho, a Verdade e a Vida, e será por essa Porta que deveremos passar para entrar no Reino de Deus. Todo esse mistério a Igreja celebra especialmente na Semana Santa.
No domingo de Ramos, celebramos a entrada triunfal, mas humilde, de Jesus na capital, Jerusalém, aclamado pelo povo como o Filho de Davi, o Messias tão esperado (Mc 11,8-10), o Rei da Paz (Zc 9,9). Mas um apóstolo, Judas Iscariotes, aceita trair Jesus e entregá-lo às autoridades, por uma soma em dinheiro.
Na Quinta-Feira Santa a Igreja celebra a Instituição da Eucaristia por Jesus, no cenáculo, quando firma uma Nova Aliança com a humanidade, uma vez que a Antiga foi rejeitada. Em seguida, no Jardim das Oliveiras ele estava orando quando Judas chegou com os soldados, e então foi preso e torturado.
Na Sexta-Feira Santa, com jejum e abstinência, nós celebramos a Paixão de Cristo. Num julgamento injusto, com testemunhos falsos, o Sinédrio conseguiu a Sua condenação por Pôncio Pilatos, governador romano na Palestina. Foi executado na Cruz, o mais cruel e vergonhoso modo de se executar bandidos e malfeitores na época.
O apóstolo e evangelista João, com Maria, a mãe de Jesus, se encontravam aos pés da cruz. Ele relata que um soldado, para ter certeza de que Jesus estava morto, cravou-lhe uma lança no coração, de onde jorrou sangue e água. Nesse sangue e água simbolizamos a Pessoa de Jesus, com duas naturezas (divina e humana) se tornando uma Fonte perene de Salvação para toda a humanidade, para lavar nossos pecados (Zc 12,10-13). “Do seu interior correrão rios de água viva” (Jo 7,37-39).
José de Arimateia, um homem influente, mas que tinha medo de se declarar discípulo de Jesus, criou coragem e foi pedir a Pilatos autorização para sepultá-Lo. E o fez em um sepulcro novo, escavado em uma rocha, e em sua entrada foi colocada uma grande pedra. Soldados foram postos no local, porque as autoridades temiam que o corpo de Jesus fosse roubado por seus discípulos espalhando que ele tinha ressuscitado.

 

(Por: Diácono Lombardi)

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