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domingo, 07 de setembro de 2014

Artigos

Direto da Fonte

7 de setembro…
…de 2014 tem tudo para não ser um 7 de setembro qualquer. Pelo menos depois que o ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, trocou sua liberdade pela delaçao premiada. E os números são robustos, 49 deputados federais e 12 senadores, segundo reportagem da Folha de S. Paulo publicada ontem. Estes políticos teriam recebido 3% de todos os contratos feitos pela Petrobrás de 2004 a 2012. A eleição deste ano não será a mesma e este 7 de setembro tem um sabor de bomba H.
 
Tudo começou…
…com a Operação Lava Jato desencadeada pela Polícia Federal em 17 de março deste ano. Nela o objetivo era desarticular organizações que “lavavam” dinheiro público em diversos estados do Brasil. A PF foi puxando o fio da meada até chegar em doleiros, políticos e diretores da Petrobrás. Os contratos eram, segundo a reportagem, superfaturados e o preço cobrado a mais ia para mão do doleiros Alberto Yossef que repassaria aos políticos e partidos. Essa semana será quente.
 
Correu esta…
…semana em Barretos notícia que o número de estupros da cidade é maior que o de Franca e de Ribeirão Preto. Barretos teve 44 estupros de janeiro a julho de 2014, segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Em Ribeirão Preto foi 37 e em Franca foi 34. A comparação não faz justiça com estas cidades porque são nove e três vezes maior que Barretos. O correto seria construir o índice por 100 mil. Aí, sim, o retrato para Barretos seria negro.
 
Sertãozinho…
…que é uma cidade na região com população quase igual a de Barretos teve 16 estupros de janeiro a julho. Das duas uma. Ou Barretos é sincera nos seus dados e as outras cidades escondem. Ou Barretos é realmente violenta no que diz respeito a violência sexual. Não existe dado absoluto numa estratificação, por idade ou sexo. Mas podemos inferir que mulheres e mulheres (crianças e adolescentes) são as mais atingidas. Não tem como empurrar esse número para debaixo do tapete.
 
Não serve de…
…consolo para ninguém, mas, justamente, nesta semana que passou a Unicef divulgou os números da violência sexual contra jovens mulheres de 0 a 19 anos no mundo. Pois bem, uma em cada 10 jovens nesta idade já sofreu violência no mundo. Segundo o relatório da Unicef, Hiden in Plain Sight (que traduzi como números escondidos à vista), no quesito violência contra esse público o Brasil ocupa o des-honroso sexto lugar. Mérito indesejável! 
 
Vale destacar…
…a frase do diretor executivo da Unicef, Anthony Lake: “esses são fatos desconfortáveis, nenhum governo ou pai vai querer, vê-los. Mas se não enfrentarmos a realidade que cada estatística representa – a vida de uma criança que tem direito a segurança, a uma infância protegida e que foi violada – nunca deixaremos de pensar que a violência contra as crianças é normal e permissível. E não é!” Números desconfortáveis serviriam para estimular mudanças.
 
O gol feito…
…pelo Neymar no jogo contra a Colômbia foi uma verdadeira pintura e pareceu (somente pareceu) não obedecer as leis da física. Fez uma trajetória improvável, desviou na hora certa rumo ao gol, ironizou todos os incrédulos  e, finalmente, resvalou na trave esquerda caprichosamente e foi para o fundo batendo nas redes. Inacreditável. O time teve acertos, jogou mais solto, Felipe Luis teve boa participação. Está longe do time dos sonhos. Mas Neymar salvou o espetáculo.
 
Os alemães fizeram…
…tudo certo enquanto estavam no Brasil. Mas erraram feio quando estavam no seu próprio país. Se for para levantar a questão do racismo ou preconceito a crônica desportiva internacional deixou passar batido a comemoração dos alemães depois da Copa. Eles cantavam fazendo gestos: “Os adversários (os argentinos no caso) jogaram assim”. E imitavam o jeito dos macacos caminharem. “E nós jogamos assim”, e ficavam em pé. Dizendo-se evoluídos. Os argentinos foram lá e meteram 4!

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