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segunda-feira, 04 de março de 2024

Artigos

Dinheiro da U.E.C: a destinação justa a merecedores de fato

Quatro milhões de reais orbitam na comunidade barretense por conta do fim de um clube social dos mais queridos da “chãopretana terra”: a União dos Empregados no Comércio.
De lembranças e recordações marcantes na vida de toda uma geração, não há quem não tenha forjado sua formação sócio-cultural-esportiva no simpático clube com sede na rua 20 e com majestosa praça de esportes no alto da Primavera e que não sinta profundamente essa sensação de perda até inconformável.
A questão é muito rica de sentimentos. Passa por outra perda muito sentida, a do Jockey Club de Barretos, cuja “liquidação” também marcou pela tristeza e, ademais, agregando ao final uma cicatriz com pouco entendimento e explicações.
Trata-se do dinheiro auferido com a venda final do clube, em que sócios remidos ficaram sem entender o paradeiro do dinheiro decorrente daquele negócio. Se houve clareza e transparência, muitos associados sentiram-se, por fim, lesados em seus direitos patrimoniais.
E agora, com relação à União? Tristemente sucumbida por falta de um gerenciamento digno e coerente com a sua história e tradição, faltou arrojo ao vestirem a camisa branca e vermelha.
Pois bem. Sem voltas nem rodeios, indo direto ao ponto, nessa que é visão e opinião pessoal de um sócio remido, simpatizante, frequentador e vizinho do querido clube da 43. Como era (também) do Jockey…
Já não concordo com a propalada tese e notícia de que o resultado financeiro final (4 milhões de reais) estejam vedados de serem distribuídos equitativamente entre os derradeiros proprietários, comprovados associados, em torno de 2 mil membros.
Se essa regra é clara, difícil entender qual foi o seu “espírito” no instante da elaboração do Estatuto da entidade. Foge à lógica estabelecer que o produto restante da venda forçosamente tenha que ser doado a outra instituição ou entidade.
Mas, se assim for, com embasamento normativo inarredável, vai aqui um entendimento e sugestão pessoal, que resolveria diversos questionamentos.
Existem em Barretos entidades benemerentes em constantes dificuldades de cumprirem o papel social solidário de apoiamento a segmentos carentes de atenção, inclusive, de governamentais nem sempre presentes.
São entidades que exercem zelosos cuidados e atenções a idosos, crianças, deficientes físicos, mentais, mães-adolescentes, etc, que somados podem atingir de 10 a 30 entidades.
A proposta: que seja o dinheiro/produto, rateado e doado a estas instituições, analisadas e comprovadas pela própria comissão ora gerenciando o recurso que sobrou, fazendo premiar componentes sociais laboriosos de valoração reconhecida pela própria sociedade barretense.
Culminaria com a UEC selando sua missão social, de uma forma justa, para o fortalecimento de destinatários merecedores, com possibilidades de suportarem suas necessidades e alavancar melhorias para projetar as suas missões.
Um benefício claro, consistente e simpático, evitando o risco de a cidade, mais uma vez, sofrer o desfecho acontecido no outro querido clube recém “desaparecido”.
Enfim, a assembleia de associados vai acontecer para o devido debate e decisão, mas fica aqui uma sugestão que, acredito, atenuaria a tristeza da perda do querido clube “vermelhinho”.
É como penso.

 

 

 

 

Dr. Fauze José Daher
Médico e Advogado
Sócio do Grêmio e Rio das Pedras CC
Sócio Remido da UEC e do
ex-Jockey Club de Barretos

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