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sexta-feira, 12 de julho de 2024

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Dia de São Pedro e São Paulo Apóstolos

No domingo passado a cena da tempestade acalmada se encerrava com a exclamação dos discípulos: “Quem é este a quem até o vento e o mar obedecem?”

Ora, a pergunta que acompanha as narrativas dos evangelhos é justamente esta: “Quem é Jesus?” A esta pergunta há somente duas respostas:  a partir do ponto de vista dos homens, para quem Jesus é apenas um personagem da história; e, a partir do ponto de vista de Deus, Jesus é a revelação do próprio Deus, que se faz presente no meio dos homens.

É justamente neste ambiente que Jesus interroga os discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” Os discípulos dizem que, para a maioria das pessoas, Jesus seria uma figura extraordinária que deveria anteceder a chegada do Messias: “João Batista, Elias, Jeremias, ou um dos outros profetas”. Essa era a opinião corrente a respeito de Jesus.

“E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro, tomando a palavra, confessa: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”. Ele não confessa Jesus um personagem extraordinário, mas o Filho de Deus vivo. Ele não fala a partir do ponto de vista dos homens, mas a partir do ponto de vista de Deus. Jesus diz: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu”.

A resposta de Pedro é fruto da revelação do Pai que o distingue entre todos os outros discípulos: “Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja e o poder do inferno nunca poderá vencê-la”.

Pedro torna-se, assim, o sinal que distinguirá a Igreja de Cristo no meio do mundo. Mateus já havia dito que Simão seria chamado Pedro (4,19). Mas aqui é Jesus quem declara Simão como pedra (Pedro, em grego, Petros; em aramaico Kephas (Nas palavras de Jesus há um jogo de palavras: “tu és Kephas, e sobre esta Kephas….”).

A Pedro e aos seus sucessores é confiada uma missão única na Igreja. Ao apresentá-lo como “Pedra”, Jesus o indica como fundação ou alicerce. Evidentemente que o alicerce invisível é Cristo; mas o alicerce visível é Pedro.

A autoridade de Pedro é expressa em duas metáforas: a das chaves, que simboliza a autoridade sobre a casa, e a de ligar e desligar que simboliza o que é proibido e permitido.

À luz desta palavra hoje, ao celebrar a solenidade dos apóstolos S. Pedro e S. Paulo, manifestamos nossa adesão ao Papa, sucessor de Pedro, cuja missão é confirmar os irmãos na fé e conduzir a Igreja sempre fiel ao Evangelho.

(Por: Dom Milton Kenan Jr)

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