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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

Artigos

Dia de Nossa Senhora Rainha, uma semana pós-Assunção

No dia 11 de outubro de 1954, o papa Pio XII publicou a encíclica “Ad caeli Reginam”, instituindo a festa de Nossa Senhora Rainha, que começou a ser celebrada no ano seguinte, 1955. Antes, era realizada no final do mês de maio, tradicional mês mariano, inclusive com a coroação de Maria. Com a reforma litúrgica pós-Concílio Vaticano II, a Igreja preferiu colocar essa data sete dias após a solenidade da Assunção, ou seja, 22 de agosto. É uma forma de catequese aos cristãos, simbolizando que Maria, chegando aos céus, em seguida já foi coroada Rainha dos céus e da terra.
Dentre toda a argumentação de Pio XII, na encíclica, destacamos:
“No sentido pleno, próprio e absoluto, somente Jesus Cristo, Deus e homem, é rei; mas, de maneira limitada e análoga, também Maria, como mãe de Cristo Deus e como associada à obra do divino Redentor, à sua luta contra os inimigos e à vitória que ele obteve sobre todos, participa da dignidade régia.
Com efeito, dessa união com Cristo Rei alcança ela o esplendor e a sublimidade pela qual supera a excelência de todas as coisas criadas: dessa mesma união com Cristo nasce o poder régio pelo qual ela pode dispensar os tesouros do reino do divino Redentor; finalmente, da mesma união com Cristo se origina a inexaurível eficácia da sua intercessão junto do Filho e do Pai.
Portanto, não há dúvida alguma de que Maria santíssima por sua dignidade supera todas as coisas criadas e igualmente tem sobre elas, depois do seu filho, a primazia”.

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