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domingo, 05 de outubro de 2014

Artigos

DIA DE ELEIÇÕES

Bom Dia Barretos. 
Finalmente chegou o dia das eleições. Foi talvez uma das campanhas onde as denúncias, intrigas, difamações e versões, as mais variadas, predominaram sobre as propostas de governo. Em verdade, cada candidato vestia o figurino de salvador da pátria, enquanto seus adversários eram retratados como vilões e malfeitores que deveriam ser execrados para sempre. 
Acompanhamos debates onde as perguntas não eram respondidas e as réplicas e as tréplicas não tinham nada a ver com as perguntas formuladas. Deixaram de ser, por parte dos eleitores, instrumento de análise dos candidatos, para se transformarem em palanque eletrônico de desconstrução dos adversários. 
As inserções na T.V. não fugiram da mediocridade geral, onde palhaços, sósias de bandidos e artistas, nomes e figuras exóticas buscavam se apresentar aos eleitores, não pelas suas qualidades e seus feitos, mas pela imitação e palhaçadas. O pior de tudo isso é que infelizmente eleitores ainda sufragam tais nomes para comporem o legislativo, quer em nível estadual como federal. 
Lamentar o que, se é essa a cultura política que vivenciamos em nossa pátria. As eleições ocorrem hoje. Sei que não sobra muito tempo, mas creio que é o suficiente para que, desprezando a tentativa utilizada por alguns candidatos para nos conquistar, ou de alguns jornais com seus artigos tendenciosos querendo direcionar nossos votos, pararmos por alguns instantes e perguntarmos a nós mesmos: Em quem vou votar? Porque votar em A ou B? Eu o conheço? Posso confiar no que diz? O que ele fala corresponde ao que ele pratica? 
Bem, meus amigos, tem uma fábula que acho uma preciosidade, e que cai, como uma luva, para ilustrar o nosso comentário. Diz a fábula: "Certa vez um tenente do exército do Czar, atravessando a cavalo uma pequena aldeia, teve sua atenção voltada para uma centena de círculos a giz, na parede de um celeiro, com um buracos de bala no centro. O tenente, estupefato, deteve o primeiro transeunte e o inquiriu a respeito de todos aqueles tiros certeiros. O transeunte suspirou e disse-lhe: – Oh, é o Shepsel filho do sapateiro. Ele é um bocado extravagante. – Não me interessa isso. O importante é que alguém que é tão bom atirador… – Não percebe – interrompeu o transeunte – que primeiro Shepsel dispara e depois desenha o círculo de giz?" 
Caros barretenses, têm candidatos que se comportam como Shepsel, e nós eleitores que não vimos nem seus disparos, ou seja seus feitos relatados, nem como fizeram os círculos de giz, quer dizer se foram realmente os responsáveis pelos fatos relatados, entramos na onda e votamos. Creio que é hora de dar um basta nessa maneira de escolhermos nossos candidatos. Devemos votar em quem conhecemos ou em quem é apresentado, sem segundas intenções, por alguém em quem confiamos, e de quem poderemos cobrar a respeito da atuação do candidato no futuro? Ou vamos continuar pegando um "santinho" no chão e votando em quem não conhecemos? Ou vamos continuar votando em quem mais promete e depois some? Ou vamos continuar votando em quem pagou uma rodada de cerveja ou deu uma picanha para o churrasquinho? Ou quem descaradamente nos ofereceu dez ou vinte reais pelo nosso voto? Depois de nada adianta reclamar, dizer que não votou no candidato ou dizer que foi enganado. Não vamos enganar a nós mesmo, vamos votar com consciência e com o nosso voto ajudar o Brasil a se tornar o país que almejamos, para viver em paz e deixar como legado aos nossos filhos. 
 
BOM DIA BARRETOS.

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