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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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“DIA DA LUTA ANTIMANICOMIAL”SERÁ QUE TEMOS O QUE COMEMORAR?!

Nos anos oitenta, tínhamos os Manicômios, onde a pessoa era tratada como bicho, eram tratadas por choque elétrico (lobotomia), e muitos passaram a vida toda num Manicômio, jogados e tratados como lixo humano, tanto pelos profissionais de saúde como por suas famílias, que muitas vezes os trancafiavam no próprio lar…
Até que apareceu uma psiquiatra que conseguiu ver, no doente mental um ser humano, e conseguiu vê-los com o olhar da alma e não preciso dizer que foi muito combatida pelos próprios profissionais da área da saúde que não compraziam com o seu método. Esta mulher se chamava: Nize da Silveira, uma pioneira no tratamento com pacientes graves, e ainda hoje existe no “Rio de Janeiro”, um Instituto com o seu nome.
Então em 2001, começou o fechamento dos Manicômios começando a luta Anti Manicomial.Vejam para mim não existe um sofrimento maior do que, ser um (Doente Mental), o doente mental, já começa a não ser entendido dentro do seio familiar, pois não são poucas as famílias que não estão preparadas, para lidar com um filho com transtornos mentais e hoje no Brasil temos cerca de 23 milhões de doentes mentais, que vai desde: Depressão, Transtorno Bipolar, Síndrome de Borderline a:

*Transtornos de Ansiedade.
* O Ataque de Pânico.
* Os Transtornos Fóbicos.
* A Fobia Social.
* Agorafobia.
* O Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)
* O Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)

Até os casos mais graves tais quais a Esquizofrenia, e em casos gravíssimos como os: Sociopatas, e Pisco patas.
Estas pessoas sempre viveram a margem da sociedade, e muitas nunca tiveram um diagnóstico.
Ainda hoje pessoas são tratadas com desumanidade, ou são negligenciadas, com raríssimas exceções.
Bem com o fechamento dos Manicômios vieram os (CAPS) que tem como um dos princípios reinserir o paciente mental na sociedade, através de acompanhamentos, psiquiatras e psicoterápicos.
No entanto, penso que não se progrediu muito neste sentido, pois ainda hoje o paciente, muitas vezes é tratado, com preconceito até pelos profissionais de saúde.
É sabido que a indústria farmacêutica ganha bilhões em cima do (Doente Mental).
Mesmo nos (CAPS), observamos pacientes “impregnados” por medicação excessiva, e muitos são controlados através do dopamento, ou seja, os remédios são tão fortes, que os pacientes ficam dopados o tempo todo, o que não deixa se transformar numa dependência química, além de outros problemas trazidos pela medicação e uma delas é a obesidade.

PS: O paciente mental ainda passa por um outro problema que é a: (Psicofobia).
Em: 2014 foi criado um Projeto de Lei pelo Senado Federal de número (74) que visa criminalizar a PSICOFIBIA.
Entendo que deveriam ser criadas Políticas Públicas que realmente protejam estas pessoas ou ainda que possibilitem um atendimento médico ampliado, que procure diagnosticar as Doenças Mentais com precisão e buscar tratamentos alternativos, tais como: Homeopáticos, Acupunturas, etc.

Veluci Santos
Estilista e Artista Plástica

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