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domingo, 01 de dezembro de 2013

Artigos

DEZEMBRO

Bom Dia Barretos. 
Terminamos o penúltimo mês do ano. Dezembro já raia no horizonte, fazendo com que o espírito natalino invada nossos corações. Nessa época do ano, como que por encanto, tornamos-nos mais fraternos, meigos, amorosos, num verdadeiro passe de mágica. E aí me pergunto: – Porque não podemos ser assim o ano todo? O que leva a humanidade a se digladiar sem motivo aparente? A inveja, o ódio, ou a maldade que floresce em corações desprovidos de amor? 
Pena que os homens esqueceram rapidamente dos ensinamentos, que o filho de Deus feito homem, em sua passagem terrena nos deixou como legado. Em vez do amor que Ele pregou, o homem desenvolveu a inveja. Alias, o sentimento da inveja o acompanha desde que deixou o paraíso. Foi ele que levou Caim a matar Abel, e de lá para cá esse sentimento mesquinho só cresceu, na esteira da busca de riquezas materiais e de poder a qualquer custo.
A inveja, por sua vez, gerou o ódio, ódio por quem consegue vencer na vida dentro dos padrões do trabalho e da moralidade. Amor, bondade, caridade, dignidade, passaram à categoria de sentimentos supérfluos. Com o homem se afastando de seu Criador, e com a proliferação da maldade humana, Deus, em sua infinita bondade, nos enviou seu filho unigênito, para, nos salvando, resgatar a humanidade. Nasceu numa manjedoura, desprovido de pompas e riquezas, para nos dar o exemplo. Viveu pregando o amor e o perdão, sofreu com as injustiças do mundo e dele se despediu crucifixado numa cruz. Deu sua própria vida como exemplo de doação e de amor, mas infelizmente não aprendemos nada. A razão foi sendo sufocada pelo espírito animalesco.
Os homens, despojados dos sentimentos de caridade, fraternidade, humildade, e principalmente de amor, deixaram que a parte animalesca de suas personalidades passasse a comandar suas ações. O Deus pai, o Criador, foi sendo gradativamente substituído pelo deus droga, que nada respeita e a todos infelicita. O exemplo da Sagrada Família tornou-se obsoleto, deixou-se de respeitar e obedecer aos pais, a família foi se desintegrando. Por muito menos que as trinta moedas com que Judas entregou Cristo, pais entregam filhos e filhos entregam pais, em troca de uma porção das drogas malditas. 
E assim caminha a humanidade. A covardia de uns, a acomodação de outros, o desinteresse e o medo generalizado de uma sociedade anestesiada, permite que as drogas e seus arautos avancem em marcha batida sobre nossas crianças, aprisionando-as em suas malhas e  transformando-as em traficantes mirins, bem como, sobre nossa juventude, transformando nossos filhos em verdadeiros “foras da lei”, buscando a qualquer custo o sustento de seus vícios.
Dezembro, mês das festividades natalinas, momento em que sentimentos nobres, quase que esquecidos, voltando à tona, possam nos propiciar um momento de reflexão, e então elevando nossos pensamentos ao Criador, nos penitenciando por todos os desmandos cometidos, humildemente pedir a ELE que se apiede mais uma vez de suas criaturas e nos afaste de uma vez por todas esse cálice amargo de sofrimento e de dor, que as drogas nos oferecem. Vamos aproveitar dezembro que se inicia e com nossas orações respaldadas por boas ações preparar um Santo e Feliz Natal.
BOM DIA BARRETOS.

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