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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Artigos

“Deus não tem memória do nosso pecado, mas de nós, seus filhos amados” – Papa Francisco

Durante o encerramento do Ano Santo da Misericórdia e o fechamento da Porta Santa na Basílica de São Pedro, diante de uma multidão de fiéis presentes na praça, ecoou esta misericordiosa e esperançosa frase da boca do sucessor de Pedro: “Deus não tem memória do nosso pecado, mas de nós, seus filhos amados”. Como é bom fazer a experiência de Deus: Ele não guarda as cicatrizes do pecado em nós. Quando nos olha, é sempre com aquele mesmo olhar: o olhar da criação, capaz de “fazer novas todas as coisas”, recriando-as a cada instante com o seu Amor. Eis a misericórdia!
Ah, se diante dos nossos erros fossemos capazes de nos enxergar na originalidade do nosso ser e transcender o mal que nos feriu! Certamente nos redescobriríamos e nos abriríamos mais facilmente para uma conversão, retornando à origem do nosso ser, na sua pureza original. 
Enfim, se Deus, que tudo sabe, “não tem memória do nosso pecado”, muito menos nós devemos guardar uns dos outros as misérias que cometemos. O que não serve, o que nos faz mal deve não apenas ser esquecido como deixado para trás. Está é certamente a conquista do verdadeiro perdão, isto é, da misericórdia. O homem velho já não existe mais. Quando agimos assim, então o perdão se abre para a possibilidade de um novo começo. Por isso que não há nada de mais nobre, mais humano e mais divino, real e necessário, do que o ato de perdoar. Pois o perdão coloca o amor no seu verdadeiro lugar: acima de tudo. 
 
Pe. Ronaldo Miguel
Mestrando em Roma

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