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quarta-feira, 06 de dezembro de 2017

Artigos

Deus desceu do céu

É dezembro outra vez e cristãos do mundo todo celebram o acontecimento máximo de sua fé, o nascimento de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Tamanho privilégio da humanidade receber tão ilustre visita; no paradoxo da manjedoura eis nascido o Rei do Universo, tão simples, tão frágil, tão dependente.
No aparente improvável está um fato capaz de dividir a história. Dos traços simples de um menino ao determinismo de um homem feito, vemos Deus caminhar pelo mundo, tocar a humanidade, experimentar a fragilidade humana de um jeito novo, jamais realizado: Deus feito homem. E por este insondável mistério se semeou no mundo o amor em abundância, pois o amor mesmo se comunicou, assumiu forma, nos olhou, nos tocou, nos abraçou.
Hoje, lares e corações se preparam outra vez para fazer memória, com especial devoção, da feliz noite em que as trevas do mundo foram iluminadas pela estrela de Deus. É momento de mergulharmos no mistério da manjedoura a fim de nos deixar tocar pela simplicidade de um Deus menino que, não obstante aparente vulnerabilidade, traz consigo a força e o poder capazes de destruir o pecado e a morte e nos garantir a salvação e a vida.
É tempo de conversão, de esperança, de salvação, abramos, portanto, nossos lares e corações à Sagrada Família de Nazaré, ofertemos a manjedoura do coração para o Menino Deus nascer, nos revistamos da simplicidade exigida e da caridade necessária para reconhecer Deus escondido no absurdo do presépio e nos permitamos iluminar por essa luz e irradiá-la na escuridão do mundo.

Fernando Felix Rabelo
Seminarista
 

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