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domingo, 03 de julho de 2016

Artigos

DEU UMA VONTADE DE CHORAR

Bom dia Barretos. Confesso que deu vontade de sentar no meio fio, e chorar diante do quadro que se apresentava diante dos meus olhos. Uma vez, uma pessoa sábia me disse: “para amar é preciso conhecer”. Creio que precisamos conhecer um pouco mais da história do desenvolvimento de Barretos, para poder amá-la em plenitude. 
Muitos barretenses por desconhecerem a verdadeira história do  nosso desenvolvimento, com certeza não poderão entender a angústia que tomou conta do meu coração diante daquele quadro. 
Nossas conquistas não caíram do céu, nem aconteceram por milagre. Permitam-me recordar um pouco de nossa história. História que poucos ainda se lembram, história da época, em que, para irmos ao frigorífico Anglo, tínhamos que fazer uma pequena viagem, por uma estrada tortuosa e de terra. 
Quando retornávamos, uma manta só de pó cobria nossos carros. A viagem começava ali onde hoje se encontra o shopping, e que antes abrigava o nosso aeroporto de Barretos. Era para lá que íamos para tomar o avião rumo a São Paulo. 
Como a cidade se expandia, e o aeroporto por ela ia sendo englobado, era necessário um novo aeroporto. 
O prefeito da época, aproveitando uma visita do governador, arrancou-lhe a promessa de dotar Barretos de um aeroporto modelo. Fui conhecer as obras através de uma estradinha, que mais se parecia com uma picada aberta por desbravadores. 
Aeroporto pronto foi com muito orgulho que recebi a notícia que o DAESP o classificava como um dos três mais importantes do estado, g raças à sua pista de mil e oitocentos metros e pelas nossas condições atmosféricas. 
Depois, sucessivamente fomos conquistando os melhoramentos. Já na nossa gestão, lembro-me da luta para buscar recursos e implantar a pista dupla até o aeroporto, a conquista do rádio farol, do rádio de comunicação, da ampliação do pátio de estacionamento, entre outras tantas.
Bem, mas voltemos ao ponto inicial. Convidado por um amigo a acompanhá-lo numa audiência em Brasília, combinamos nos encontrar em seu hangar no aeroporto. Como me dirigi ao aeroporto em meu carro, pensei em deixá-lo no estacionamento. Assim o fiz. Ao adentrar ao estacionamento, tive minha primeira decepção. O asfalto está se desagregando e os pedriscos saltando sob as rodas. 
Parei o carro e me dirigi ao salão do aeroporto. Deparei com as portas fechadas. Não, não me acreditei, fui até as portas, movi as maçanetas e nada, tudo trancado. Nenhum funcionário, nenhum guarda. O aeroporto fechado e com ares de abandono total. Senti um aperto no peito, olhei para o céu e perguntei a Deus: Por que meu DEUS, tanto abandono? Foi para isso que quiseram municipalizar o nosso aeroporto? Alertei por diversas vezes as autoridades da época, que com tal medida, poderiam estar transformando nosso aeroporto num campo de aviação. 
Mas, nem nos meus piores pesadelos imaginei que poderiam transformar nosso aeroporto num campo de aviação abandonado. Que tristeza meu DEUS! Quantos sonhos e trabalho em vão. 
Confesso que retornei ao carro com os olhos marejados. Fui até o hangar e então iniciamos o voo à Brasília. Durante o voo, comentando o fato, recebia a informação que só nesse começo de ano, mais de seis pneus de aeronaves havia se cortado em decorrência de defeitos na pista. Como conquistar voos comerciais para Barretos diante de fatos tão grave? Só me cabe aqui fazer um apelo, um apelo ao senhor prefeito e à equipe que administra nossa cidade. Só o governador detém o poder de determinar ao DAESP rever tão desastrosa municipalização. 
Por amor de DEUS e pela nossa cidade, reúnam as forças vivas, marque uma audiência com o senhor governador e reverta essa ruinosa municipalização enquanto é tempo, e que o Espírito Santo, nosso padroeiro, possa iluminar as ações daqueles que se empenharem na busca de tal reversão.
BOM DIA BARRETOS. 

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