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quinta-feira, 30 de maio de 2024

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Destacar o que é importante

Atualmente, percebe-se como as pessoas têm preenchido os espaços de suas vidas com coisas passageiras e acreditado em visões e argumentos que criam uma distância do próximo e de Deus. Isso fica evidente ao observar-se as inúmeras festas que ocorrem neste período de fim de ano em que se tem comida e bebida em abundância, presentes, demonstração das conquistas e lucros do ano, mas pouco se vê um simples agradecimento ou oração a Deus.
Diante disso, somos convidados a refletir e repensar essas ações, pois se acreditamos realmente na existência e ação de Deus na história humana, Ele deve ocupar o lugar de destaque e ser a fonte de alegria. Talvez os exageros na bebida, por exemplo, expressem a busca por alegria, mas uma alegria muito instantânea. Essas festas são momento de confraternização, mas confraternizar é estar na presença de pessoas queridas, compartilhar conquistas, alegrias, expectativas, boa conversa, rever aqueles que não se vê há algum tempo, e também de agradecer a Deus por tudo o que foi vivido durante o ano.
O Papa Francisco, na sua homilia do dia 16 de dezembro deste ano, fez um alerta bastante importante: “Colocar Deus no canto e lavar-se as mãos Dele são duas atitudes perigosas, porque é como desafiar Deus. Pensemos no que aconteceria se o Senhor nos colocasse no canto. Nunca entraríamos no paraíso. E o que aconteceria se o Senhor lavasse as mãos para conosco? Pobrezinhos”.
Frente a essas palavras podemos pensar um pouquinho se também nós não estamos colocando Deus no canto e lavando-se as mãos Dele. Também é preciso estar atento se não tomamos essas atitudes para sermos “educados”, pois no ambiente em que nos encontramos, reverenciar Deus pode ser estranho. E ainda essas atitudes podem nos colocar distante dos irmãos e irmãs que necessitam de ajuda, pois se Deus está no canto em nossas vidas, aqueles que Ele tanto prefere, também estarão.
Portanto, peçamos ao Senhor a graça de sempre o colocarmos no centro de nossa vida e não no canto e lavar as mãos daquilo que nos impede de fazer isso.

Matheus Flavio da Silva
Seminarista

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