quinta-feira, 09 de julho de 2020

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DESOBEDIÊNCIA CIVIL

Bom Dia Barretos.

Estamos correndo o risco de termos que enfrentar uma desobediência civil no caso de se manter indefinidamente a quarentena. A voz de comando tem que ser firme, coerente e plenamente justificada, para ser obedecida. Quando um desses pilares fraqueja, abrem-se as portas para a desobediência civil.
Foi grande o acatamento das medidas da quarentena, apesar de se basearem mais na imposição que no convencimento. Entretanto, a contínua prorrogação das medidas tomadas sem convencer a população de sua necessidade, baseada apenas no medo e não na razão, tem feito com que o tecido da quarentena vá se esgarçando. Por outro lado, as consequências maléficas da quarentena já começaram a pi pocar. Aumento da violência doméstica, de abusos sexuais e descontrole econômico, pelo desnivelamento entre receita e despesas.
Tenho semanalmente defendido aqui que as imposições de medidas teriam que ser substituídas pelo convencimento da população de sua necessidade, o que infelizmente não vem ocorrendo. Vejam especificamente o caso de Barretos. Temos aproximadamente sessenta leitos de UTI, e apenas em torno de cinco por cento ocupados. Não se justifica, em nossa cidade, a manutenção da quarentena selvagem. Menos ainda a história de um hospital de campanha, emergencial, como vira e mexe, volta ser cogitado. Falta coerência entre o que se propõe e a realidade que estamos vivendo.
O mais grave ainda é que tais medidas de quarentena estão jogando o pico da doença do outono para o inverno, quando as temperaturas mais baixas são aliadas do vírus. Todos sabem que quem trabalha no comércio tem grande parte de seus ganhos baseados em comissão de vendas e, portanto, estão entrando em colapso financeiro. Pessoas jurídicas individuais, diaristas, micro empreendedores, jardineiros, barraqueiros, ambulantes de um modo em geral, não têm mais recursos para o seu sustento, fazendo se pois, a necessidade de programar uma saída ordenada da quarentena, antes que a população o faça via desobediência civil.
Que o bom senso possa predominar.

Bom Dia Barretos.

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