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quarta-feira, 29 de junho de 2022

Artigos

Deputado do Rio propõe desapropriação do Cristo Redentor “por interesse religioso”

A situação entre a Arquidiocese do Rio de Janeiro e o Instituto Chico Mendes (ICMBio) no que diz respeito à administração do Cristo Redentor parece estar longe de melhorar. Depois do padre e reitor do Santuário ter sido impedido de entrar no local no último dia 11, para realizar uma cerimônia de batismo, o caso foi parar na Assembleia Legislativa do Estado.
“Toda essa discussão entorno de quem manda no local vem trazendo prejuízo não só aos cariocas, como também aos milhares turistas que visitam diariamente o local. Nossa finalidade é a de resguardar a área para que os atos litúrgicos de todas as religiões sejam mantidos”, afirmou Dionísio Lins.
O projeto limita-se a dizer que a Arquidiocese pode, havendo a necessidade e a legitimidade do interesse, pode fechar convênios para a manutenção do espaço.
O Santuário do Cristo Redentor é o espaço onde está a imagem, e pertence à Arquidiocese do Rio de Janeiro, mas o entorno é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que é ligado ao Ministério do Meio Ambiente.
Pe. Omar Raposo, reitor do Santuário do Cristo Redentor, foi impedido de entrar no Corcovado no último dia 11. O sacerdote se dirigia ao local para realizar um batizado, mas os seguranças do Parque Nacional da Tijuca disseram que “sua entrada não estava autorizada”.
Segundo o Santuário, “de maneira recorrente, o reitor do Santuário Cristo Redentor, padre Omar, bispos e outros religiosos do Rio de Janeiro, juntamente com fiéis e convidados da Igreja que participam das missas, casamentos, batizados e ações culturais promovidas pelo Santuário Cristo Redentor, passam por constrangimentos para acessarem o Santuário”. E completa: “Os gestores do Parque Nacional da Tijuca inviabilizam a servidão de passagem, entre outras ações vilipendiosas”.
Fonte: ChurchPOP

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