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terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

Artigos

De torturador a um dos maiores Apóstolos de todos os tempos

A Igreja celebra hoje a conversão de São Paulo Apóstolo. É um fato transformado em festa litúrgica, porque não é uma conversão qualquer, mas “a” conversão, sui generis, por uma iniciativa divina sobre um homem escolhido propositalmente por Deus. E que se transformou em uma surpreendente mensagem em numerosos sentidos, de modo que obras e mais obras já foram escritas sobre este “Saulo” de Tarso, um fariseu ortodoxo e rigoroso cumpridor das leis judaicas, até o momento dessa guinada de direção, mudança radical de rumo, que chamamos de conversão.
Para termos algumas informações sobre ele, primeiro contamos com a Tradição, transmitida dos tempos apostólicos, por aqueles que o conheceram pessoalmente e com ele conviveram, às consecutivas gerações seguintes. Depois, temos as Cartas de Paulo comprovadamente de autoria dele próprio, e outras, de autoria de seus discípulos, estas denominadas “deuteropaulinas”. Além disso, temos o grande evangelista Lucas, autor do 3º Evangelho e dos Atos dos Apóstolos, que foi um dos mais assíduos companheiros do Apóstolo. No entanto, convém ressaltar que os Atos surgiram lá pelos anos 80, pelo menos uns quinze anos depois do martírio de Paulo em Roma, sob Nero. Nesse caso, o que temos é uma versão de Lucas sobre ele, e isso também já rendeu milhares de linhas escritas ao longo dos séculos.
Aqui hoje registramos justamente essa Conversão, que celebramos. Paulo era um judeu da “diáspora”, isto é, fora da Palestina, ou dos territórios judaicos. Inteligente, estudado, poliglota, determinado como um fariseu devia ser, vivendo as leis judaicas com esmero e sem falsidade. Como um oficial de justiça, com mandatos, caçava cristãos onde estivessem, escondidos ou não, homens ou mulheres, e os conduzia presos às autoridades, e que acabavam sendo torturados ou mortos, se não renegassem a fé em Cristo.
E é este Jesus que vai ao seu encontro e lhe pergunta: “Por que me persegues?” O divino Mestre se identifica com os cristãos: “É a mim que persegues.” Começa então a reviravolta em sua vida, que vai transformá-lo em um dos maiores apóstolos de todos os tempos.

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