sexta-feira, 04 de dezembro de 2020

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COVID E AS ELEIÇÕES.

Bom dia Barretos.

É lamentável usar os dados de uma pandemia como instrumento eleitoral. Num primeiro momento, a população foi bombardeada com um, “não saia de casa”, propalado de maneira exagerada e alarmante. Será que era para alertar a população do perigo da epidemia ou apenas para justificar as compras emergenciais, os hospitais de campanha e a reivindicação de mais recursos. Nada tira de minha cabeça que os números foram inflados e muitas mortes foram indevidamente classificadas como Covid. Agora quando a segunda onda de Covid começa a assustar a Europa, aqui por causa das eleições que se aproximam, os números são desinflados e passa-se às pessoas a ideia de que o pior já passou. O governo de São Paulo, estufa o peito para dizer que São Paulo está sendo exemplo para o Brasil e para o mundo. Pura balela, São Paulo está dando um exemplo de irresponsabilidade e plantando a segunda onda para depois das eleições. Setenta por cento da população de São Paulo passou para a fase verde, com retorno do funcionamento de cinemas, museus, teatros e EVENTOS. Ora, vejam só, antes já ocorriam festas nas periferias, imagine agora com o liberou geral, informando inclusive que os eventos estão liberados. O passaporte para a segunda onda já foi emitido, a não ser que o governo de São Paulo consiga vacinar a nossa população em tempo recorde, impedindo com isso a segunda onda, o que não acredito. Quanto ao uso da comunicação em massa, não para esclarecer, mas para se autopromover isso é inconteste. Em Barretos não constatamos até agora qualquer melhora efetiva. Será que só em Barretos a pandemia não arrefeceu ou o governador andou lendo algumas fábulas se encantando com a fábula “um problema de divulgação”. Diz a fábula: era uma vez uma fazenda na qual as galinhas construíram impérios econômicos a partir da venda dos ovos que punham. Certo dia uma galinha ficou sabendo que suas amigas, as patas, estavam passando por graves dificuldades financeiras. Intrigada, ela chamou uma assessora e disse-lhe; não entendo por que as patas estão passando necessidade. Afinal, elas põem ovos maiores e mais nutritivos que os nossos. Vá e descubra a causa do problema. Dois dias depois, a assessora trouxe a resposta.
– Prezada chefe, a causa da penúria de nossas amigas patas é um problema de divulgação. Quando elas põem ovos, quase não fazem barulho. Ninguém fica sabendo. Nós, galinhas, fazemos um verdadeiro escândalo. Essa é a diferença. Parece que o governador se encantou com a parábola e toda semana repercute na imprensa para falar do Covid e agora as vésperas da eleição quando quer fazer o prefeito de São Paulo, base de sua campanha a presidência resolve liberar geral com ampla divulgação. Barretos, politicamente desprestigiada regrediu.

Bom dia Barretos

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