segunda-feira, 03 de agosto de 2020

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Covid-19: e a vacina, quando vem?

Constantes notícias não dão definição e o mundo vai vivendo com previsões que mudam a toda hora

Com uma busca rápida pela internet, podemos ver, entre as notícias em português, apenas nesta semana mais recente, notícias sobre possíveis vacinas para Covid-19. A Rússia promete a produção em massa para agosto deste ano, o Instituto Butantan inicia cadastro de voluntários para testes, EUA anunciam estar em fase final de desenvolvimento, enquanto Oxford fala em registro para junho de 2021. Além disso, na quarta-feira (15), veio o anúncio de que o Governo Brasileiro entrou com um pedido oficial para fazer parte de um sistema mundial para garantir a vacina contra a Covid-19 para o nosso país.
Mas, por enquanto, o que é fato, é o de que não existe consenso da classe científica sobre qual é a primeira vacina que passará pela aprovação regulatória da Organização Mundial da Saúde e nem quando isso acontecerá de fato. Também existem discussões, principalmente em entidades médicas que atuam em países mais pobres, sobre a possível distribuição dos exemplares, uma vez que o poder financeiro gerado para as grandes farmacêuticas com uma possível vacina pode desumanizar o processo e gerar mais um ato de desigualdade social colocando vidas em risco pelo lucro.
O cenário da pandemia, seja no caos que gerou e que está gerando em diversos sistemas de saúde e a discussão da necessidade de que a saúde seja igualitária só expõe um fato que poucos pensam quando está “tudo bem”. A importância da ciência e dos investimentos maiores e ininterruptos, pois a ciência está em tudo e precisa ser impulsionada para ter soluções adiantadas em insumos, tecnologia e inteligência humana, não só para o que nos é corriqueiro, mas também para situações que parecem um filme que nunca imaginamos viver. É bom relembrar que, enquanto se discute o “novo normal”, não é possível pensar em normalidade sem uma vacina, mas nós esperamos que essa corrida tenha logo uma vencedora eficiente para reiniciarmos uma reconstrução de tudo que nos foi tirado: o convívio social, o abraço e para muitos, o emprego ou prosperidade financeira.
E o trabalho de não deixar que a Covid-19 se espalhe ainda mais, não é apenas dos cientistas que atuam no desenvolvimento de uma vacina, mas também de toda uma sociedade, que quando viu nem uma dezena de casos no Brasil, se trancou em casa com medo, mas que agora, diante a mais de mil mortes diárias e 75 mil no total da pandemia no Brasil, acha normal fazer festas, sair sem máscara, não se cuidar e pior, não cuidar do outro. Eu não quero ver ainda mais miséria, dificuldades e desemprego, por isso, se você precisa sair, saia, mas use máscara, higienize as mãos, não coloque a mão no rosto em público, faça uma boa desinfecção ao chegar em casa. Para quem pode ficar em casa, fique. E o mais importante, para quem puder ajudar o outro, ajude. Pois, se antes as pessoas já sofriam, com a pandemia, a falta de itens de sobrevivência básicos ou até mesmo de estabilidade emocional estão trazendo sofrimentos que podem ser amenizados com solidariedade.
Finalizo dizendo que o desespero não ajuda e que, apesar de uma situação inédita e assustadora, a Covid-19 é um desafio que vamos vencer. E a união da sociedade e trabalho árduo das equipes de saúde vão fazer toda a diferença antes, durante e depois de termos uma vacina definitiva.

Jorge
Chade
Rezeck –
CRM 140.333

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