Artigos
Coronavírus e o coração: o que você precisa saber
Olá!
Com a confirmação do primeiro caso no Brasil da COVID-19, a infecção pelo novo coronavírus (originalmente reportado na China), cresce o alerta das autoridades sanitárias quanto a medidas de precaução para impedir que a epidemia se alastre. Entre os cardiologistas, a preocupação também é premente, visto que infecções respiratórias podem desencadear graves complicações nos indivíduos com histórico de doença cardíaca prévia.
As pessoas infectadas apresentam sintomas parecidos com os da gripe comum: febre, coriza, dificuldade para respirar, tosse e dor de garganta. Com o desenvolvimento da doença, pode haver complicações como pneumonia, insuficiência renal e até a morte. Como é de se esperar, os casos que evoluem a óbito ou outras complicações são mais comuns nos limites de idade e entre aqueles portadores de comorbidades. Relatos preliminares mostram que uma alta proporção de pacientes com COVID-19 têm cardiopatia, com 40% dos pacientes hospitalizados pela doença tendo algum histórico prévio de doença cardiovascular ou cérebrovascular de base. Existe também evidência de que o novo coronavírus também tenha o potencial de causar miocardite – uma inflamação do músculo do coração.
O vírus é transmitido por gotículas e pode sobreviver por longos períodos fora do corpo, em superfícies inanimadas como metal, vidro ou plástico até 9 dias, de tal maneira que medidas de precaução para evitar a transmissão (lavagem das mãos, uso de máscaras, isolamento de casos suspeitos, etc) são de alta prioridade. Um estudo recente apresentado na revista Nature mostrou que o virus pode ser inativado eficientemente por procedimento de desinfecção da superfície com álcool a 70%.
Ainda não há vacina específica para prevenir a contaminação contra o coronavírus e portanto, a prevenção da transmissão deve ser feita principalmente pela higienização das mãos e superfícies que possam estar contaminadas.
Um ótimo domingo e até o próximo!
