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quarta-feira, 04 de junho de 2014

Artigos

Cônjuge Otimista faz bem

Um estudo da Universidade de Michigan publicado no “Journal of Psychosomatic Research” descobriu que quem tem um cônjuge otimista tem chance de ter menos doenças crônicas e uma melhor mobilidade ao longo do tempo. 
Os pesquisadores usaram os dados do Estudo de Saúde e Aposentadoria, um estudo nacional de adultos norte-americanos com mais de 50 anos de idade. O estudo seguiu 3.940 adultos, 1.970 casais heterossexuais, por quatro anos, observando a mobilidade e coordenação motora deles, além da saúde e doenças crônicas. 
Em pesquisas anteriores, observou-se que o apoio social pode, em parte, explicar a ligação entre otimismo e maior saúde. Os otimistas são mais propensos a buscar apoio social ao enfrentar situações difíceis e a ter uma rede maior de amigos que forneçam esse suporte. Além disso, os otimistas engajam-se em estilos de vida mais saudáveis e que reduzem os fatores de risco à saúde. 
O estudo atual demonstra o poder de influência que as pessoas em nossas redes sociais podem ter sobre a nossa saúde e bem-estar. Um cônjuge otimista incentiva a fazer exercícios ou comer uma refeição saudável porque acredita que essas atitudes fazem bem. Este é o primeiro estudo a mostrar que otimismo de outrem pode afetar a própria saúde. 
A identificação dos fatores que protegem a saúde ou que preveem o declínio da saúde é importante para as autoridades considerando o aumento do número de idosos, e que o declínio da saúde implica diretamente no aumento dos custos na saúde pública. 
Já em outro estudo, descobriu-se que o risco de divórcio entre os casais mais velhos aumenta quando a esposa torna-se gravemente doente. Somente quando a esposa adoece, o mesmo não ocorre o marido torna-se muito doente. Aquele voto matrimonial em que casais prometem ficar juntos na saúde e na doença só é seguido pelas mulheres. 
Mulheres casadas diagnosticadas com uma grave doença podem encontrar-se lutando com a doença e ao mesmo tempo sofrendo o estresse do divórcio. Esta descoberta dos pesquisadores do Instituto de Pesquisa Social da Universidade de Michigan em associação com pesquisadores da Universidade de Indiana foi apresentada na reunião anual da “Population Association of America” no primeiro de maio. 
Os pesquisadores analisaram 20 anos de dados sobre 2.717 casamentos do Estudo de Saúde e Aposentadoria realizado pelo Instituto de Pesquisa Social desde 1992. Na época da primeira entrevista, pelo menos um dos parceiros tinha idade superior a 50. 
Os pesquisadores examinaram como o aparecimento de quatro doenças graves, câncer, problemas cardíacos, doenças pulmonares e derrame, afeta os casamentos. E descobriram que, em geral, 31% dos casamentos terminaram em divórcio. E as mulheres sofrem duplamente, ficam viúvas quando os maridos adoecem ou divorciam quando elas adoecem. 
Mais uma vez, as autoridades preocupadas com os custos de saúde, devem estar cientes da relação entre a doença e o risco de divórcio. A oferta de serviços de apoio aos maridos que cuidam das esposas doentes pode reduzir a tensão conjugal e evitar o divórcio em idades mais avançadas. 
 
Mario Eugenio Saturno (cienciacuriosa.blog.com) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano. 

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