terça-feira, 01 de dezembro de 2020

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Conheça os dois novos brasileiros que podem ser elevados aos altares

No dia 27 de outubro, o Papa Francisco se reuniu com Dom Marcello Semeraro, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, e autorizou-o a promulgar os decretos que reconhecem milagres, martírios e virtudes heroicas de algumas pessoas que, em breve, poderão chegar aos altares. E entre eles, estão dois brasileiros.
O Santo Padre aprovou o martírio da Serva de Deus Isabel Cristina Mrad Campos, que aconteceu em Juiz de Fora (MG) em 1º de setembro de 1982 e as virtudes heroicas do Servo de Deus Roberto Giovanni, que nasceu em Rio Claro (SP) em 1903.
Isabel nasceu em 29 de julho de 1962, em Barbacena (MG). Com o desejo de fazer Medicina, foi para Juiz de Fora em 1982 se preparar em um curso pré-vestibular. Estudava, namorava, participava de festas, mas tinha uma vida de oração e sonhava ser pediatra para ajudar crianças carentes. Era sensível, sobretudo com os mais pobres, idosos e crianças, o que certamente aprendeu na família, que era vicentina. Na época, seu pai era presidente do Conselho Central de Barbacena.
No dia 1º de setembro do mesmo ano, um homem que foi montar um guarda-roupa no pequeno apartamento para onde se mudara com seu irmão, tentou violentá-la. Ao oferecer resistência, recebeu uma cadeirada na cabeça, foi amarrada, amordaçada e teve suas roupas rasgadas. Como continuou a resistir, foi morta sem piedade com 15 facadas. Um crime cruel que abalou a família e todos que tomaram conhecimento do caso. A forma como foi morta, mas sobretudo como viveu, motivou um grupo de pessoas a entrar com o pedido do processo para sua beatificação.
Irmão Roberto nasceu em Rio Claro (SP), no dia 16 de março de 1903. Como irmão coadjutor, viveu a maior parte de sua vida na cidade de Casa Branca. Rigoroso consigo próprio, transbordante de amor para com os outros, dedicou-se aos trabalhos domésticos, ao serviço paroquial e ao Santuário Nossa Senhora do Desterro, à assistência espiritual ao povo, principalmente aos pobres e doentes. Sua amabilidade e simplicidade atraíam a todos, simples ou doutos.
Em novembro de 1993 Irmão Roberto, já enfermo, foi morar em Campinas na casa de repouso dos Padres e Irmãos Estigmatinos. Com o passar dos dias foi acometido de uma pneumonia, deixando seu pobre físico muito debilitado. A sua páscoa definitiva aconteceu no dia 11 de janeiro de 1994, aos 90 anos de idade. Após sua morte, o fato de as pessoas o terem como santo e, pelas graças alcançadas por sua intercessão, foi aberto o Processo Canônico para a sua Beatificação e Canonização.

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