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domingo, 29 de maio de 2022

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Concluída fase diocesana da beatificação de Dorothy Day

Os aplausos e a calorosa participação de mais de mil fiéis marcaram a cerimônia oficial de encerramento da fase diocesana da causa de beatificação de Dorothy Day na Catedral de São Patrício, em Nova York, no dia 08 de dezembro do ano passado. A causa havia sido proposta pelos Missionários Claretianos já em 1983, e oficialmente aberta em 2000.
“Seu compromisso social, sua paixão pela justiça e pela causa dos oprimidos, eram inspiradas pelo Evangelho, pela sua fé e pelo exemplo dos santos”, disse o Papa Francisco ao citá-la como um dos pilares da identidade estadunidense, em seu discurso proferido em 2015 no Congresso dos Estados Unidos.
Foi justamente esse discurso que deu grande impulso à causa de Dorothy, conforme recordou durante a cerimônia da última quarta-feira o cardeal Timothy M. Dolan, arcebispo metropolitano de Nova York que apoia a causa e agora está pronto para apresentar os resultados ao Vaticano para a decisão final.
Precisamente o cardeal Dolan, de fato, seguindo o protocolo oficial estabelecido pela Congregação para as Causas dos Santos, afixou na última quarta-feira os selos de cera nas caixas contendo os documentos recolhidos em mais de vinte anos, com testemunhos e escritos e tudo o que era necessário para determinar se Dorothy viveu as “virtudes heroicas” aos olhos da Igreja. Portanto, um decreto e um juramento solene concluíram a investigação diocesana, garantindo a integridade e a salvaguarda do que foi recolhido.
A Serva de Deus, por desejo de João Paulo II, Dorothy Day – nascida no Brooklyn em 1897, jornalista e ativista comprometida politicamente e socialmente em prol dos trabalhadores, da paz, da justiça social, causas que a levaram em mais de uma ocasião à prisão – se converteu ao catolicismo em 1927 e, desde então, a luz da fé a guiou em cada passo.
“Dorothy chamou as pessoas a colocar em prática o Sermão da Montanha, a praticar a caridade e a justiça. Ela chamou as pessoas ao significado mais profundo do Evangelho que nem sempre estava em primeiro plano”, afirmou George Horton, um dos vice-postuladores da causa.
Em suas palavras também os temores daqueles que pensavam que seu pacifismo ou suas escolhas juvenis, entre as quais um aborto, seriam considerados uma ameaça. “Dorothy – disse Horton – era amada pelas pessoas que a conheciam e não queriam que seu legado se perdesse”. Agora, portanto, esperamos o último passo neste longo caminho de uma mulher que Bento XVI, em uma de suas últimas Audiências Gerais, também indicou como um exemplo não só de conversão, mas também de “capacidade de se opor à tentação ideológica de seu tempo de escolher a busca da verdade e abrir-se à descoberta da fé”.
Fonte: Vatican News

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