quinta-feira, 26 de novembro de 2020

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Como uma mãe, religiosa cuida de crianças deficientes abandonadas na Indonésia

Por mais de uma década, a religiosa franciscana Klara Duha, de 65 anos, da Congregação Franciscana, cuidou como uma mãe de mais de mil crianças abandonadas que sofrem de deficiência, hidrocefalia e desnutrição no orfanato Faomasi Santa Elisabeth, Nias, norte de Sumatra (Indonésia).
Segundo UCA News, a maioria das crianças atendidas pela religiosa no orfanato foram rejeitadas por suas famílias e, inclusive, encontradas na lixeira, em outros casos suas mães eram doentes mentais ou divorciadas com baixos recursos econômicos.
A religiosa contou a UCA News que desde jovem “sonhava em servir a humanidade”, mas “não sabia como fazê-lo”. Por isso, após terminar o ensino médio em sua cidade, seguiu seu chamado à vocação religiosa.
A irmã Klara contou que um dia encontrou um bebê de um mês que tinha hidrocefalia, doença causada por excesso de líquido acumulado no cérebro, cujos pais tinham vergonha de levar ao hospital e, inclusive, queriam jogá-la ao mar por causa de sua condição, pois consideravam “uma maldição”. A religiosa levou a bebê para o Hospital Santa Elisabeth, administrado pela congregação franciscana em Semarang, Java Central (Indonésia), para uma cirurgia. Depois que a menina foi curada, a irmã Klara a entregou aos seus pais, mas eles se recusaram a recebê-la devido à sua aparência “terrível”. Foi então que “decidi cuidar da menina sozinha”, disse.
Desde 2006, depois dessa experiência e vendo que “a criança era bem cuidada”, mais crianças foram confiadas à sua tutela por encaminhamento dos sacerdotes em cujas paróquias existiam crianças com deficiência e hidrocefalia. A freira aceitava ao ver que os pais dessas crianças eram “muito pobres”.
Irmã Klara cumpre a missão que considera um presente de Deus através da Igreja sob o lema “Amar a Deus, amar ao próximo”. Desta frase nasceu o nome “Faomasi”, que significa “amor” no idioma nias. O edifício de diferentes usos que dirige com o apoio de oito pessoas foi construído pelo Kompas, o maior jornal da Indonésia.
Por causa de seu trabalho contínuo e paixão por cuidar de crianças abandonadas, a irmã Klara foi chamada de “anjo da guarda” das crianças de Sumatra.
Embora “ainda não tenha recebido nenhum apoio do governo local, muitos católicos e organizações apoiam financeiramente o orfanato.
Fonte: ACI Digital

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