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terça-feira, 16 de abril de 2024

Artigos

Como tratar pessoas excomungadas

Deus é Comunidade de Amor em Três Pessoas = Comum União = Comunhão.
Os seres humanos são criados à imagem e semelhança de Deus. Portanto, criados para viverem em Comunhão = Comum União = Comunidade.
Não sendo perfeitos, muitos, usando sua própria Liberdade, respeitada até por Deus, saem dessa comunhão. Daí o termo “ex-comunhão” – excomungado = fora da Comunidade.
O evangelho deste 23º domingo faz referência a isso, ao tratar da Correção Fraterna, que tem por objetivo trazer de volta à comunhão os que dela estão se afastando. A correção fraterna é um gesto de amor, e não uma imposição antipática, ou um desrespeito ao modo de pensar e agir de uma determinada pessoa. Aquele que, com caridade, procura corrigir amorosamente alguém de seus desvios e equívocos, está agindo conforme os ensinamentos evangélicos. Se quem recebe esse tipo de auxílio continuar rebelde, outro modo é pedir que mais alguém também tente ajudá-lo a reconsiderar sua posição diante dos valores cristãos.
Por fim, vem a situação mais drástica: que a Igreja tome uma atitude mais firme em relação a essa correção e, se mesmo assim, a pessoa continuar teimosamente em sua trincheira errada, seja então colocada fora da comunhão, fora da comunidade, em excomunhão ou, no dizer do evangelho “seja tratado como um pagão ou um pecador público” (Mt 18,17).
Na continuação, após esse versículo supracitado, Jesus diz enfaticamente que a Igreja tem a autoridade de ligar ou desligar as pessoas no céu, se o fizer aqui na terra. Significa que uma pessoa excomungada pode até vir a ser condenada eternamente, se não se converter, o que Deus espera pacientemente, pois não quer que ninguém se perca (2Pd 3,9).
Existe, porém, uma ressalva a ser feita aqui, para que se evite pensar que os excomungados – que devem ser tratados como pagãos ou pecadores públicos -, numa atitude fundamentalista, e também equivocada, sejam desprezados, maltratados. A pergunta é: como é que Jesus tratava os pagãos, publicanos, pecadores públicos?
Ele convivia com todos, homens e mulheres, frequentava suas casas, e um publicano cobrador de impostos até se tornou apóstolo. Um bandido se converteu na cruz, ao seu lado… e assim há muitos exemplos, demonstrando que Deus sempre espera a volta de seus filhos à comunhão divina.

 

 

(Por: Diácono Lombardi)

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