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segunda-feira, 04 de março de 2024

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Como morrer de sede ao lado de uma fonte de água pura

“Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida?” (Mt 16,26) – “É melhor perder um membro, do que o seu corpo todo ser jogado no inferno” (Mt 5,29).
Em geral o verbo “perder” costuma ser angustiante: perder dinheiro, perder o emprego, perder um jogo, uma eleição, uma pessoa querida, por abandono ou falecimento… E o que mais atemoriza uma pessoa costuma ser perder a vida, morrer.
É isso que nosso Deus Jesus questiona: quantos bilhões de pessoas já perderam a vida eterna – que é justamente o que Deus mais quer para todas as pessoas – e foram por livre e espontânea vontade para a morte eterna, que é ser afastado de Deus para sempre, numa eternidade de sofrimentos e carências de amor. Por que? – Porque escolheram mal seus caminhos durante esta curta existência terrena.
E não é porque uma pessoa deixa de acreditar na eternidade que ela deixa de existir! Esse tipo de gente acha que a morte terrena é o fim, depois da morte não existe mais nada… e por isso passa a buscar prazeres efêmeros, em geral pecaminosos por desobediência a normas divinas, numa busca desenfreada por bens, riqueza, fama, sucesso, poder, culto ao corpo etc, crendo que o que lhe importa é ser feliz. Nesse caso, até cria um deus que lhe convém e que aprova todo o seu comportamento.
Deus permite que o ser humano trilhe os caminhos que quiser, pois lhe deu liberdade total, que respeita até o fim de sua existência aqui. Não é a sua vontade, pois com paciência infinita espera sua conversão, pronto a perdoá-lo assim que buscar a sua infinita misericórdia.
É assim que Jesus se dirige à samaritana, à beira de um poço (João 4). Explica a ela que essas águas terrenas até podem saciar momentaneamente a sede, mas esta volta em breve. Só existe uma água que sacia a sede eternamente, que provém de uma fonte inesgotável: a que Jesus oferece. Ele é a fonte dessa água viva. Quem dela bebe, não morre.

 

(Diácono Lombardi)

 

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