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Como em Nazaré
A última visita de Jesus a uma sinagoga de Nazaré, lugar onde os judeus se reuniam aos sábados, para ouvir a Palavra e rezar, foi marcada pela “admiração”!
No inicio quem se admira são os ouvintes. Porém a admiração não os leva á fé em Jesus e sim a rejeitá-lo; depois é Jesus quem se admira com a falta de fé do povo daquele lugar. A falta de fé no homem-Jesus impede a realização de milagres, isto é, o Reino de Deus acaba não acontecendo, naqueles dias, em Nazaré.
Nas sinagogas daquele tempo, qualquer homem adulto podia ler e interpretar para o povo as Escrituras, mas na maioria das vezes essa tarefa era reservada aos doutores da Lei e fariseus (gente que se julgava superior aos demais). O povo era obrigado a ouvir, e pedir aos “sabidões” que lhes dissesse o que podiam ou não fazer. Eles é que tinham a resposta para tudo, mas o povo estava cansado com esse costume.
Até aquele dia, por onde passava e ensinava, o povo gostava desse novo ensinamento dado com autoridade por Jesus. O Messias pregava a Boa Nova, a Sua Mensagem que era essencialmente de amor a Deus e ao próximo, Mensagem de libertação… de perdão…
Em Nazaré, terra de Jesus, as coisas tomaram rumo diferente. O povo mostra perplexidade e descrédito com relação a Jesus, porque sabiam da sua origem humilde, e que Ele não tinha passado pela escola dos doutores e fariseus… O povo deixa transparece outras suspeitas com relação ao Nazareno, e passaram a usar expressões debochadas com relação a Ele.
Hoje, muitos se portam como os conterrâneos de Jesus: não dão menor importância a pessoas que sabem ser de bem, gente de oração, homens e mulheres, que pelo testemunho de vida, procuram imitar a Jesus, transmitindo a paz que lutam para viver, em meio a este mundo repleto de maldade, e até desdenham de suas atitudes de amor a Deus e ao próximo. Façamos todos uma reflexão a respeito.