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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Artigos

Como a pandemia mexeu com nosso metabolismo

Olá!

Estudos recentes constataram que o sedentarismo forçado, causado pelas necessária medidas de isolamento para conter a disseminação da COVID-19, estão mudando a nossa fisiologia. A perda de condicionamento físico e de força são os indicadores mais evidentes de um dos legados da pandemia no metabolismo.
Até agora, sabíamos que três fatores reduziam nosso metabolismo: uma vida desregrada, doenças da tireóide e a idade. Mas a pandemia mostrou que a redução da atividade física não programada e da mobilidade diária também afetam. Nosso corpo é tão dependente do movimento que bastam dois dias de inatividade para que a perda muscular seja notada, conforme constatou uma pesquisa publicada no European Journal os Sport Science, em maio de 2020. Quando deixamos de estimular as fibras musculares, o corpo faz uma troca dos tecidos corporais: perde músculo e ganha gordura. Em muitos casos, o individuo nem sequer aumentou de peso, só ficou sedentário, o que já é suficiente para a inversão ocorrer. Os músculos são fundamentais na proteção dos ossos.
O freio no ritmo de atividade física afeta também o metabolismo da glicose ao reduzir a sensibilidade da insulina, principalmente dos músculos – substancia responsável pelo controle do açúcar no sangue. Para se adequar ao nosso metabolismo pandêmico, o corpo precisa ingerir 15% a 25% menos calorias por dia.
Frente a previsão de que o novo coronavírus não deve nos abandonar tão cedo, é preciso criar rotinas para se exercitar em casa ou na rua, mantendo distanciamento. Reserve 30 minutos por dia e alterne exercícios aeróbicos (como caminhada, corrida ou pedalar) com exercícios de força e alongamento.

Um ótimo domingo e até o próximo!

Nos acompanhe nas redes sociais: @dra.danielerezek  e Dra. Daniele Rezek

Dúvidas e sugestões, nos envie um e-mail: dradanielecardio@gmail.com

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