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quarta-feira, 04 de maio de 2016

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Com mais uma campanha brilhante em 2016, o BEC não pode perder o foco OOOOOO… VAMOS SUBIR TOUROOOO!!!

É claro que ficou aquela sensação de uma grande perda. O Barretos Esporte Clube esteve neste ano muito perto de subir para a Divisão A-1 do futebol paulista, mas não conseguiu. Quarenta anos depois – a última vez que havia chegado a uma fase de acesso foi em 1976, o clube montou uma equipe competitiva, técnica e guerreira, que lutou até o último momento para conquistar uma vitória diante do Santo André e reverter a vantagem que o adversário havia estabelecido em casa.
Todavia, existem as circunstâncias de um embate. Neste caso foram dois jogos. Na casa do “Ramalhão”, após um primeiro tempo quase perfeito, pois poderia ter saído em vantagem em chance desperdiçada por Chuck, o BEC vacilou no segundo tempo, tomando um primeiro gol quando deixou “um buraco” no meio campo, fazendo com que o jogador andreense avançasse e convertesse a jogada em gol. Depois, um penal para muitos duvidoso, que para mim foi infantile então tomou o segundo tento.
Aí é que o jogo complicou. O futebol muitas vezes castiga. Usando até uma expressão do técnico Murici Ramalho, “a bola pune”. E, puniu o Touro do Vale. Jogar, mesmo em casa, com uma torcida que empurra o time até o fim, com uma equipe que sabe se defender, não é fácil, pois tem o lado psicológico que mexe com o jogador. Era necessário fazer três gols de diferença, ou seja: fazer três e não tomar nenhum. Se fossem dois, ainda seria preciso buscar o acesso na disputa dos pênaltis.
Enfim, não deu. O Santo André se defendeu com duas linhas de quatro muito bem feita e que funcionou com os dois atacantes em linha de dois ajudando na marcação. Mesmo assim, o valente Touro criou chances e parou nas mãos do goleiro Zé Carlos (Santo André) que devemos reconhecer fez um partidaçoe contou com a sorte de ascendente. Mas, se o adversário teve seus méritos de saber jogar com o regulamento, é preciso reconhecer a brilhante campanha do Barretos.
Se temos lições a tirar e ajustes a fazer, precisamos ter o olhar de tudo de bom que o Touro fez na competição e nestes anos recentes. Ora pois, subimos em 2011, disputamos a A-3 em 2012 permanecendo após uma acirrada competição, caímos em 2013, “sacudimos a poeira e demos a volta por cima”, conquistando novos acessos em 2014 e 2015. Por muito pouco não o fizemos também em 2016.
É preciso fazer a leitura que neste ano, após ascender para a A-2 o Barretos disputou um campeonato muito mais difícil do que fora a Divisão nos anos anteriores. Primeiro: repasse menor de dinheiro feito Federação Paulista em relação aos demais clubes, depois um jogo a menos em casa e um campeonato, que a meu ver também foi seletivo, pois seis caíram para a A-3. Além disso, só dois ascenderam para a A-1.
Vamos fazer a leitura também, de que a A-2 deste ano foi uma verdadeira elite do interior, como este articulista escrevera pouco antes do certame começar. Jogamos nada mais, nada menos do que com Guarani, campeão brasileiro de 78 que vencemos fora de casa; com o Paulista de Jundiaí, campeão da Copa do Brasil que vencemos em casa; Portuguesa, campeã paulista e vice brasileiro com quem empatamos; Bragantino, campeão paulista e vice brasileiro; São Caetano, vice campeão da Libertadores; o próprio Santo André, campeão da Copa do Brasil; Marília, entre outros.
Sim, fizemos um belo, brilhante, excepcional campeonato, campanha de que deve ser muito valorizada. Embora com as dificuldades impostas, a diretoria contratou um técnico – Vilson Tadei, que sabe montar times técnicos, com jogadores de qualidade e acima de tudo que prima pela ética. O elenco se encaixou e fez partidas sensacionais. É lógico, que no curso da competição, houveram tropeços, até para com equipes que poderíamos ter vencido. Mas, isto faz parte do futebol.
Enfim, por tudo isto, é preciso que a Cidade não perca o foco e fique atenta para que Tadeifalou: “O Touro é um clube de camisa com uma torcida de força imensa”. Está muito certo o profissional, que tem oito acessos na carreira e lamentou não ter chegado ao nono com o BEC. Então, com base na campanha de 2016, sabemos sim que podemos chegar a A-1 e fazer parte da melhor elite do futebol brasileiro. Parabéns BEC, diretoria, torcida e Cidade. Nós podemos, podemos muito mais. Não vamos perder o foco. Vamos subir Tourooooo!!!
 
PATRÍCIO AUGUSTO, 55, é jornalista esportivo e pesquisador do futebol.

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