Ir para o conteúdo

sábado, 25 de abril de 2015

Artigos

CNBB fará pesquisa para analisar perfil de mais de 24 mil de padres

Segundo matéria postada no site da Cancao Nova, a Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB apresentou na quinta-feira (23), na Assembleia Geral da CNBB, os encaminhamentos da pesquisa sobre o perfil dos presbíteros no Brasil.
Cada bispo apresentará aos padres de suas dioceses um questionário com 100 perguntas que poderão traçar um perfil social, de formação, vocacional e com outros aspectos de cada padre. Mais de 24 mil sacerdotes – número total no Brasil – deverão responder ao questionário.
Segundo dom Pedro Brito, último responsável pela Comissão para os Ministérios Ordenados (o novo presidente é dom Jaime Spengler), a proposta da pesquisa é levantar dados até então inexistentes sobre os padres brasileiros.
“Essa pesquisa será um banco de dados importantes, que depois poderemos fazer artigos e estudos sobre, por exemplo, a classe social dos padres do Brasil, a idade deles, a formação que eles têm, suas experiências de vida etc.”, explicou o bispo.
De acordo com dom Pedro, a previsão é que, até junho, os dados sejam coletados. Após isso, uma equipe fará a tabulação durante o restante do ano. A pesquisa será apresentada na próxima Assembleia Geral da CNBB.
Sobre a possibilidade de sair um documento embasado nos dados coletados, dom Pedro disse que isso será uma decisão da CNBB.
 
A história do diaconato permanente no Brasil
De acordo com o presidente da Comissão de Diáconos Permanentes da CNBB, diácono Zeno Konsen, os primeiros diáconos brasileiros foram ordenados por Paulo VI na Colômbia, numa remessa de 40 homens da América Latina, em 22 de agosto de 1981. Um dos quatro brasileiros ordenados ainda trabalha na Arquidiocese de Porto Alegre, servindo à catedral metropolitana.
Inicialmente, o trabalho do diácono permanente era ir a lugares onde o padre não poderia estar. Após 1990, a mentalidade começou a se modificar, abrindo espaço para homens diretamente inseridos na sociedade como médicos, advogados e etc. para o serviço direto à Igreja local.
Desde então, o número de diáconos permanentes cresceu, chegando a 3.400 em 2014, sendo que, mais de 200 já foram ordenados neste ano e mais de mil estão em formação. Os dados são da Comissão para o Diaconato permanente no Brasil.
O presidente da comissão explica que o diácono está ligado diretamente ao seu bispo diocesano, a quem deve obediência. Em nome do bispo, ele ajudará o padre nos trabalhos pastorais em uma paróquia.
Para ser diácono permanente são necessárias três capacidades: administração familiar, profissional e comunitária. Deve ser um homem apresentado pela comunidade, de longa caminhada.  “Então a Igreja impõe as mãos para, em nome do bispo, atuar numa paróquia”, explica o diácono Zeno.
Cerca de 450 pessoas, entre diáconos e bispos, participam de Assembleia que termina amanhã, em Aparecida (SP). 
A Diocese de Barretos conta com o serviço de apenas um diácono permanente, José Paulo Lombardi, que serve à comunidade paroquial da Catedral Divino Espírito Santo. Fonte: Canção Nova

Compartilhe: