Artigos
Clamando por tranquilidade d’Alma
Lá, nos ambientes requintados, há igualmente mães que choram a incompreensão dos filhos e filhos que padecem o abandono dos pais; casais que não se compreendem; mulheres que sofrem a leviandade dos maridos e maridos que lamentam a frivolidade das esposas; enfermos cercados das maiores atenções médicas, mas sem a sustentação dos corações que mais amam; e até mesmo existem patrões de Espírito mais humilde que o de seus subordinados.
Todos enfrentamos problemas. Todos! Se o drama não é estritamente pessoal, afligimo-nos com a dor de alguém muito querido. Um mundo de paradoxos, de contrastes impensáveis. Em última análise, somos simples seres falíveis, clamando por tranquilidade d’Alma; instintivamente anelando a concórdia, aliada ao conhecimento da Verdade, de preferência a Divina. Entretanto, lamentavelmente esquecidos de que — ontem, hoje, agora e sempre — o caminho da Paz legítima é o Amor de Jesus. Ele, que é o Grande Amigo que não abandona amigo no meio do caminho, possui infinita capacidade para iluminar o íntimo das criaturas.
Ensinava o saudoso Proclamador da Religião Divina, o Irmão Alziro Zarur (1914-1979): “Nenhum sofrimento é vão, nenhuma lágrima se perde. A vida humana é apenas uma preparação para a verdadeira Vida. Não há um pranto sequer que Deus não veja. E quem não chora a sua lágrima secreta? O Pai Celestial guarda-as para toda a Eternidade”.
As lágrimas dos pobres e as lágrimas dos ricos. O que importa numa sociedade realmente solidária altruística ecumênica é o ser humano e seu Espírito Imortal! Na Boa Nova, o Cristo, sem restrições, convida aos Seus braços todos os que padecem:
“Vinde a mim, todos vós que estais exaustos e oprimidos, e Eu vos darei lenitivo. Sem mim, nada podereis fazer. Eu sou a árvore, vós sois os ramos. Nada podereis realizar sem meu apoio. Não vos deixarei órfãos, voltarei a vós. Não se turbe o vosso coração nem se arreceie. Eu estarei convosco, todos os dias, até o fim do mundo. Novo Mandamento vos dou: amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros. (…) Não há maior Amor do que doar a própria vida pelos seus amigos” (Evangelho, consoante Mateus, 11:28 e 28:20, e João, 13:34 e 35, 14:18 e 27 e 15:5 e 13).
José de Paiva Netto, Jornalista,
radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br
www.boavontade.com