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domingo, 01 de maio de 2016

Artigos

Ciência e empreendedorismo, ou cada pesquisador é sua própria start-up

Start-up Significa o ato de começar algo, normalmente relacionado com companhias e empresas que estão no início de suas atividades e que buscam explorar atividades inovadoras no mercado. Peter Parker desenvolve um polímero extremamente resistente e facilmente degradável, entretanto ganha dinheiro vendendo fotos do Homem-aranha para o Clarim Diário. A ficção faz histórias como essa parecerem ridículas, mas bem da verdade é que muitos pesquisadores do mundo real pecam em não ter uma visão de negócio para suas pesquisas. É fato que existem pesquisas que não são planejadas com a intenção de gerar algum lucro, ou mesmo desenvolver algum produto, processo ou tecnologia que gere riqueza. Faz-se uma clara distinção entre Ciência Pura (consiste na aquisição do conhecimento sobre a natureza sem finalidades de utilização prática, o conhecer por conhecer.)  e Aplicada (consiste na utilização dos conhecimentos da ciência pura e da tecnologia, instrumentos, meios e métodos para se chegar à aplicações práticas) para deixar claro que a primeira se preocupa mais em desenvolver pesquisa básica (refere-se ao estudo científico que busca solucionar problemas práticos. Esse tipo de pesquisa é útil para encontrar soluções para problemas cotidianos, cura para doenças, e desenvolver tecnologias inovadoras. Psicólogos que trabalham em recursos humanos ou em áreas industriais ou organizacionais geralmente fazem esse tipo de pesquisa). a fim de descrever as forças e fenômenos mais fundamentais, que talvez algum dia possa servir de base para algum desenvolvimento tecnológico, mas não é o objetivo principal. Entretanto, mesmo a pesquisa básica não é feita de graça. O mais talentoso dos Sheldons, ou o pesquisador do campo mais abstrato de equações matemáticas, ainda precisa de dinheiro para pagar suas contas, comprar computadores ou softwares que o auxiliem a desempenhar, produzir ou publicar seus estudos. Resumindo, independente da área, o desenvolvimento científico depende de capital, ou seja, aquele que deseja iniciar ou continuar produzindo ciência precisa saber vender seu projeto. Muitas das habilidades que formam o cerne de um empreendedor são desenvolvidas durante a formação para pesquisa científica, que vai além do simples domínio do conhecimento específico de uma área ou mesmo do método científico. Pesquisadores lidam todos os dias com prazos curtos, se dedicam muitas horas além de uma jornada normal de trabalho (noites e fins de semana), além é claro de sempre terem de resolver algum problema que surge de repente no laboratório; conduzir dois ou mais projetos de pesquisa com recurso que talvez não fosse suficiente nem para um; e o mais importante: não ter medo de navegar pelo desconhecido. Mas se existem tantos paralelos entre a vida de um empreendedor e a de um cientista, o que fazem tantos cientistas que não estão fundando e presidindo grandes empresas? A resposta parece ser algo bem parecido com a escolha de Peter Parker.
 
André Luiz Bastos: Licenciado em Educação Física UNESP Bauru, Licenciado em Filosofia pela Universidade Nacional de Cuyo – Faculdade de Filosofia e Letras Mendoza – Argentina, Mestre em Educação pela UNFRAN – Franca SP, Doutor em Ciências da Educação pela UNCUYO – Universidade Nacional de Cuyo – Faculdade de Filosofia e Letras Mendoza – Argentina e Pós-Doutorado pela UNREF – Univresidade Tres Febrero Buenes Aires– Argentina. Coordenador do NAD – Núcleo de Apoio ao Docente. Professor nos cursos da Faculdade Barretos. prof.andrebastos@hotmail.com

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