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segunda-feira, 22 de julho de 2024

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CICLO DA VIDA

Bom Dia Barretos. O ciclo da vida não pode ser parado, não espera por ninguém porque o tempo flui no seu ritmo próprio, de uma maneira continua independentemente da nossa vontade. Um dia, nascemos cercados pela alegria de nossos pais que sonharam com o nosso crescimento. Quando menos se esperava estávamos nós engatinhando, balbuciando as primeiras palavras e dando nossos primeiros passos. O tempo continuava a fluir e logo, logo estávamos nos bancos escolares. Queríamos crescer e o tempo de encarregava disso. Concluímos o primário e sonhávamos com o colegial, depois chegaríamos aos quinze anos quando já nos consideraríamos quase adultos e começavam os namoricos. Depois sonhávamos em chegar os dezoi t o anos com a nossa independência. Depois esperávamos ansiosos os vinte e um anos para a nossa maioridade. Os sonhos não paravam e o tempo era nosso alinhado, queríamos que passasse logo, mas ele não nos obedecia, tinha seu próprio ritmo e era inexorável. Fomos à faculdade, formamos, lutamos pelo nosso primeiro emprego, sem dar muita atenção para o tempo que continuava a fluir. Estabilizados na vida, casamos e constituímos nossa própria família. Vieram os filhos, e um novo ciclo de vida começava. Felizes, não nos preocupávamos com o tempo, que até poderia parar. Mas ele continuava a fluir. Queríamos ver nossos filhos crescerem, estudarem, formarem-se e o tempo trabalhava em nosso favor. Chegamos aos sessenta anos e aí começávamos a achar que o tempo estava correndo muito depressa, queríamos diminuir seu ritmo, mas infelizmente ele não nos atendia. Chegamos aos setenta e o peso dos anos começou a se fazer sentir. Precisávamos diminuir o ritmo do passar do tempo, mas ele continuava a fluir. Um pouco de cansaço, uma dorzinha aqui outra ali e chegamos aos oitenta anos. Os sintomas da idade começaram a se tornar mais evidentes e o tempo não parava de fluir. Alguns foram ficando pelos caminhos e foram começar um novo ciclo no plano espiritual, quem aqui permaneceu foi gradativamente sentindo mais o peso da idade até chegar aos noventa anos, quando uma bengala ou um andador veio nos dar suporte para o andar. Claro que esse é o ritmo normal da vida, apesar de que alguns privilegiados chegam até os cem anos. Mas o esquecimento, as limitações de movimentação e o temível Alzheimer não deixam de rondar nossa existência, até que um dia também passamos para o ciclo espiritual. Mas o tempo , ora o tempo, esse continua a fluir e o ciclo da vida a se perpetuar. Por isso vamos aproveitar cada momento de nossas vidas, porque eles são únicos e não voltam mais.

BOM DIA BARRETOS.

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