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segunda-feira, 24 de junho de 2024

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Censura à imprensa: 60 anos após, ato esquerdista “resplandece” regime militar de 64

Quem viveu a Revolução de 1964, de apelo popular às Forças Armadas para conter a intentona comunista na época, a cada 10 anos tem notado certa valorização histórica desse período, por tudo o que tem vindo na sequência.
Foi um período de defesa e de recondução à vida democrática do País. De grandes avanços técnicos e de progresso de infraestrutura. De ausência de corrupção e de danos ao patrimônio do Brasil. Como foi também um período pedagógico aos “revolucionários” para poder enxergar a decadência do comunismo onde ainda existia.
Questão crítica sempre reclamada naqueles tempos foi a CENSURA, imposta à época, que funcionou como ferramenta necessária para erradicar os nichos comunistas da ocasião. Foi, sim, provisória, desconfortável para o cidadão de princípios democráticos e horripilante para a “fatia” de esquerdistas comunistas, já incompetentes naquele período.
Devolvido pelo Regime Militar à Sociedade Brasileira, veio o novo período Democrático, com nova Constituição preservadora da cidadania e marcando uma repulsa à censura e valorizando a liberdade de expressão. Já em fins dos anos oitentas.
Interessante é um detalhe: a questão da censura sumiu, e toda vez que sobre ela se conversava, os esquerda/comunistas que restaram da época expressavam arrepios e caretas de repulsa, como que a mostrar à juventude incipiente, a gravidade desse recurso, de fato, indesejável.
Agora vem o paradoxo. A medida imposta essa semana ao Grupo Jovem Pan, assustando e entristecendo o cidadão da verdadeira Democracia, através do atendimento a pedido da esquerda/comunista, residual e nefasta, de nosso Brasil, não provocou, desta vez, arrepios, nem caretas nem “revoltinhas” que aconteciam no passado recente a esses verdadeiros oportunistas e detratores da Pátria, que não souberam aproveitar a chance de impor a malfadada ideologia, quando governaram FHC, Lula e Dilma.
Nos últimos dias, a CENSURA reaparece, em franco período eleitoral, como “ferramenta” útil à ressuscitação de uma vontade (comunista) já enterrada no Velho Mundo e acontecendo desastrosamente em republiquetas sul-americanas.
Não tenho dúvidas de que a infeliz postura de instâncias que deveriam pacificar o ambiente social, diante dos possíveis conflitos, esteja decepcionando o universo de brasileiros do bem, do trabalho, do patriotismo, da boa fé e amante da verdadeira LIBERDADE.
Como também acredito que a facção que se vale desse meio para esconder sua podridão no debate político/eleitoral, mais estará expondo fracassos de argumentos do que benefícios, ficando evidente a tentativa de abafar o desastre em seus períodos de governo.
Por fim, sem querer, acaba por melhorar a visão histórica do regime militar que resgatou o Brasil, até porque algo que foi usado como medida necessária e provisória (à época), a Censura, hoje é um troféu usado exatamente por quem fazia “caretas” quando de suas lembranças.
Ao mesmo tempo que vêm figuradamente, levitar de suas tumbas, as memórias dos Generais Castelo Branco, Costa e Silva, Garrastazu Médici, Ernesto Geisel, e João B. Figueiredo, sendo ainda mais valorizados pelos seus papeis históricos.
Duro é termos que ouvir solenes e repetidas expressões de “Estado Democrático de Direito”, maior parte das vezes, soando como cinismo do que sinceros e verdadeiros desejos.
Faz parte…

 

 

Dr Fauze José Daher
Médico / Gastrocirurgião
Advogado

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