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domingo, 03 de abril de 2016

Artigos

BAIXO ASTRAL

Bom Dia Barretos.
Que pena que um baixo astral vem tomando conta de nossa população. Lamentavelmente, ouvimos reclamações o tempo todo como se estivéssemos vivendo no pior dos mundos. O Brasil, até a pouco tempo atrás, cantado em prosa e verso, por sua economia em franco desenvolvimento, com a oferta de emprego num ritmo crescente, e que tanto nos enchia de orgulho, como num passe de mágica se transforma no patinho feio. 
Pergunto o que ocorreu? Perdemos as nossas reservas? Não. As nossas reservas internacionais atingiram a cifra de 375 bilhões de dólares. A balança comercial brasileira teve o melhor superávit para os meses de março desde o inicio da serie histórica em 1.989. No primeiro semestre tivemos um saldo positivo de mais de oito bilhões de dólares.  
Então, o que aconteceu? Uma onda avassaladora de pessimismo foi incutida em nossas almas, fruto de interesses outros, que nada tinham a ver com o nosso bem estar ou com o interesse maior da pátria. Sabemos que o pessimismo é um péssimo conselheiro e uma companhia perniciosa. Parece que o céu caiu e que o fim do mundo se aproxima para nós brasileiros. Ninguém mais brinca descontraidamente, cria, conta ou ri de uma piada, estamos tomados por um desespero e um medo sem qualquer razão de ser. 
Ouço pessoas falando “vou embora do Brasil”. Pergunto para onde? Para o centro dos atentados diários que ceifam milhares de vida? Não, me dizia um cliente. Quero ir para o Japão. Lá é que se vive com dignidade! Ainda com esse pensamento na cabeça, terminei minhas consultas matutinas e fui almoçar. Como o faço todos os dias, enquanto tomo minha refeição, vou folheando um dos jornais cujas assinaturas faço. Por coincidência, ou talvez pela força do destino, ao abrir o jornal Folha de São Paulo, encontrei uma reportagem que me chamou de pronto a atenção. Dizia: “Idoso japonês reincide no crime para fugir do custo de vida e voltar à prisão” e continua, existem bons motivos para suspeitar de que a onda de furtos em lojas represente um esforço dos condenados para serem encarcerados, já que as penitenciarias oferecem comida, acomodações e serviços de saúde grátis. 
Fora da prisão mesmo com uma dieta frugal e a acomodação mais barata disponível, um aposentado japonês que vive sozinho enfrenta um custo de vida, cerca de 25% mais alto que a magra aposentadoria que recebe do estado, em torno de R$ 25.000,00 por ano, ou seja, aproximadamente dois mil por mês. Continua: “A situação social do Japão forçou os idosos a cometer crimes por necessidade.” O número de pessoas que vêm recebendo assistência pública é o maior desde o final da guerra. Cerca de 40% dos idosos vivem sós. Quando saem da prisão, por não terem família nem dinheiro, voltam-se imediatamente ao crime. 
Creio que não preciso relatar todo o artigo nem dizer mais nada. O Brasil ainda continua sendo o melhor lugar do mundo para se viver. Basta que pare com essa queda de braço. Que se apure tudo o que tiver que ser apurado, que puna os culpados, mas deixem a vida continuar, as empresas voltarem a trabalhar, os empregos voltarem a crescer e o alto astral, marca registrada do povo brasileiro, voltar a tomar conta de nossos corações. Até novela tem começo, meio e fim. Nosso povo não aguenta mais essa luta fratricida que nada tem a ver com as apurações da lava jato, mas com interesses escusos de grupos que querem substituir os corruptos deles pelos seus. 
Vamos dizer que somos brasileiros de cabeça erguida e vamos virar o jogo deixando ao largo os pessimistas e os aproveitadores de plantão.
BOM DIA BARRETOS.  

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