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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

Artigos

Ateísmo e Cristianismo

No final de sua longa vida, o teólogo alemão Karl Barth costumava repetir:
– Desejaria tanto viver mais três séculos. Não que eu tema a morte, mas porque me extasio com a vida!
Há uma pequena diferença entre o ateu e o homem de fé. O ateu rebela-se frontalmente contra a condição humana. É angustiado.
O homem de fé sabe abastecer-se de coragem para encarar a condição humana. É otimista, apesar de… porque não perdeu a capacidade de deslumbrar-se, de agradecer e de rezar seus ofertórios do cotidiano.
Para Jean-Paul Sartre, ateu existencialista, tudo é náusea: as coisas do mundo, as pessoas e o próprio Deus. Para Albert Camus tudo é absurdo e sem sentido…
Aos olhos de um São Francisco de Assis, de Santa Teresa de Calcutá, de São João XXIII e de São João Paulo II, o mundo é maravilhoso, porque é obra de Deus.
Os homens de fé e oração encontram coragem e serenidade para encarar a condição humana, tecida de luzes e sombras. Enquanto outros blasfemam contra Deus e contra o céu, eles oram. E sabem maravilhar-se perante as pequenas coisas da vida: os lírios do campo e as aves do céu, como pedia Jesus.
Ser cristão é sacralizar trabalho e descanso, luz e trevas, vitórias e derrotas, embebendo de eternidade as vinte e quatro horas de cada dia.
Quem espiritualiza o profano confere um toque de fé, esperança e sabedoria infinita à rotina de seu viver, sorrindo com mais facilidade perante os problemas e desafios do cotidiano.
Maria, mãe da esperança, fica sempre ao meu lado, nos dias da bonança, nas horas de tempestade. Vela meus passos, quando a jornada cansa nas avenidas do tempo, a caminho da eternidade.

 

(Por: Pe. Roque Schneider,SJ)

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