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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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‘Assunta do 21’ no Teatro do Grêmio

Caros leitores, acontecerão nos próximos dia 9 e 10 de dezembro, quinta e sexta, às 20 horas, no Teatro do Grêmio, duas apresentações da peça ‘Assunta do 21’, de Nery Gomide, com interpretação da atriz barretense Cacilda de Souza, com direção de Vladimir Corrêa e Assistência de Direção de Ricardo Marques (in memoriam). Iluminação e sonoplastia de Dino Som. A peça ‘Assunta do 21’ foi encenada pela ABC – Academia Barretense de Cultura, em 2014, com o apoio cultural do MinC – Ministério da Cultura, CIC – Consórcio Intermunicipal Culturando e Prefeitura de Barretos, com apresentações em diversos locais da cidade, para um público de cerca de 3.000 estudantes, da rede estadual e privada ensino. ‘Assunta do 21’ foi escrita 1971, por Ney Gomide, sendo um monólogo, em ato único, com 70 minutos de duração. O autor nasceu e viveu em São Paulo, foi presidente do ‘Movimento Zero Hora de Teatro, Poesia e Contos’, ou seja, movimento de autores teatrais que teve como resultado a fundação do Teatro Zero Hora, em 1984. Com esta peça, a mais conhecida, ganhou o prêmio APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte, como autor revelação. As primeiras interpretes do monólogo foram as consagradas atrizes Wanda Kosmos e Ruthinea de Moraes na primeira e segunda montagens, respectivamente, ambas em S. Paulo. Em Barretos, em 1999, a atriz Cacilda de Souza teve o privilégio de escolher este texto para participar do Mapa Cultural Paulista, sendo laureada com o prêmio de ‘Melhor Atriz’. O palco é mágico. A peça mexe com os sentimentos do público numa verdadeira catarse. A personagem ‘Assunta’ é uma imigrante italiana, dona de uma pensão, cujo número é 21, no bairro do Brás, tradicional reduto italiano de São Paulo, onde vive uma história intensa, momentos felizes e outros tristes, como o abandono e decepções e, ainda, vê a decadência de sua pensão, que antes fora movimentada, ora sem pensionistas Ela vive de recordações de seu passado. Em suas falas, vislumbra as suas lembranças, que vem à tona e com elas, toda a sua trajetória de vida, desde sua partida da Itália, ainda recém-casada; a travessia do Atlântico, numa viagem sofrida; a chegada ao Brasil; a criação de seu filho Giuseppino; a separação e a reconciliação com o marido Genaro; sua hilariante convivência com os pensionistas e vizinhos; a sua coragem diante das dificuldades; a imensa solidão da mulher frente ao destino implacável da velhice, quando se vê só, com seus temores e anseios, tendo como única companheira a imagem de ‘Madona’, amiga e confidente, que ouve as suas lamúrias. A santa é tão relevante na peça, que se torna quase uma personagem. Apesar de tudo, Dona Assunta não se deixa abater. Ela pode estar em qualquer lugar, ser sua parente, sua vizinha, sua amiga. Segundo o diretor da peça, Vladimir Corrêa, “Muitas Assuntas vivem espalhadas por aí, é só olhar e enxergar”. Outros pontos fortes da peça são a introdução de audiovisual e efeitos musicais para acentuarem os momentos de emoções, além da linguagem simples e o seu sotaque italiano, o que conquista a empatia do público. Pela relevância do espetáculo, o Grêmio, através de sua diretoria, abre as portas de seu teatro para uma belíssima e emocionante encenação teatral, após à pandemia, quase ao apagar das luzes de 2021, numa volta triunfante da arte e esforço para manter vivo o teatro. O evento tem os apoios do Grêmio e da ACIB e deve seguir as orientações sanitárias, como o uso de máscara e haverá álcool em gel na entrada. Os ingressos estão à venda na secretaria do Grêmio, na ACIB ou pelos telefones: (17) 99622-5161 (Cacilda) ou (17) 99746- 9472 (Merenda), e, também, na portaria do teatro na hora do espetáculo. É bom lembrar, que o teatro, só acontece, quando o artista encontra um público e com ele vive uma experiência na qual ambos estão interessados e envolvidos e o aplauso é a maior recompensa. Viva o teatro!

 

José Antonio Merenda Ator,
diretor teatral, historiador
e membro da ABC Academia
Barretense de Cultura.
Cadeira nº 29.

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