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AS BODAS
Bom Dia Barretos. No sábado passado, casou em Ilha Bela, um amigo do Uebinho, e pela amizade desenvolvida ao longo do tempo, me senti na obrigação de comparecer. Fui à cerimônia tendo em mente um casamento tradicional, mas fui surpreendido com uma cerimônia totalmente fora dos padrões habituais. O altar da Igreja tinha sido substituído por um altar construído sobre o ancoradouro de um iate clube, tendo por pano de fundo um céu azul que se encontrava na linha do horizonte com as águas cristalinas do mar que banha Ilha Bela.
O ancoradouro, previamente coberto por lonas de plástico branco transparente, fora enfeitado nas laterais de tal modo que contemplava generosas aberturas, por onde a brisa penetrava acariciando os convidados que eram recebidos com taças de água banhada em ramos aromati-zantes.
O corredor entre as filas de cadeiras colocadas de cada lado transformou-se na passarela onde a noiva deslizou rumo ao altar, conduzida pelo braço de seu pai. O noivo circulava por entre os convidados ostentando um chapéu panamá na cabeça. Ao meu lado, alguns convidados discutiam se a cerimônia era de um casamento caiçara ou uma de suas variantes. Os convidados, entre 200 e 300 pessoas eram parentes, colegas de escola dos nubentes ou amigos próximos.
O ambiente era descontraído, e o cenário divino, com a brisa refrescante acariciando nossas faces enquanto uma música alegre penetrava pelos nossos ouvidos fazendo com que nosso espírito voasse para um mundo encantado, de conto de fadas. A quebra dos padrões habituais marcava a expressão de cada convidado como que a espera dos acontecimentos que estavam por vir.
Fiquei embevecido com a beleza do cenário que se descortinava aos nossos olhos. A cerimônia estava marcada para as seis da tarde. O horário de verão, combinado com a ausência da chuva anunciada, permitiu observarmos um poente tingindo de pinceladas de ouro aquele cenário que por si só já era encantador.
Num determinado momento a música ambiente deu lugar aos acordes que anunciavam a entrada da noiva. A felicidade estampada na face dos noivos permitia afirmarmos que ali se completava a união de duas almas gêmeas.
O barulho das águas do mar roçando o embarcadouro do iate clube se constituiu no som que emoldurava a cerimônia. A palavra franqueada a cada um dos nubentes para que expressassem seus sentimentos, do momento em que cruzaram o primeiro olhar até o epílogo, representado por aquele momento, foi uma novidade para quase toda a plateia.
Fui ao casamento como que por obrigação, mas voltei ciente que o destino havia me oferecido uma grande oportunidade, a oportunidade de desfrutar de uma cerimônia, que por sua singeleza, por seu cenário e pelo ambiente de amor que nos envolveu a todos, foi um presente dos céus.
BOM DIA BARRETOS.