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segunda-feira, 04 de março de 2024

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Aproxima-se o centenário da Canonização de Santa Teresinha

Faltam dois anos. E será uma festa que vai coincidir com um Jubileu milenar da Igreja, porque em 2025 toda a Igreja estará também celebrando o 1.700º ano do Concílio de Niceia, um concílio extraordinário por suas decisões fundamentais de nossa fé, que teremos oportunidade de refletir também nos próximos dois anos.
Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face é aquela que nos ensinou a descer para o alto, como já aprendera com Santa Teresa d´Ávila. Quanto mais se esforçar para se tornar fraco, é aí que Deus é sua força. Saber descer na verdade é um elevador.
No centenário do nascimento de Santa Teresinha, em janeiro de 1973, São Paulo VI escreveu: “Na nossa época, a intimidade com Deus permanece como um objetivo capital, mas difícil. Lançaram, de fato, a dúvida sobre Deus: qualificaram de alienação toda busca de Deus por ele mesmo; um mundo amplamente secularizado tende a isolar de sua fonte e finalidade divinas a existência e ação dos homens. E, no entanto, a necessidade de uma oração contemplativa, desinteressada, gratuita, faz-se sentir cada vez mais fortemente. O próprio apostolado, em todos os seus níveis, deve se enraizar na oração, convergir para o coração de Cristo, sob pena de se transformar numa atividade que de evangélica apenas conservaria o nome.
Diante dessa atitude Santa Teresinha permanece antes de tudo como aquela que acreditou apaixonadamente no amor de Deus, que viveu sob seu olhar os mínimos atos da vida cotidiana, caminhando na sua presença; que fez da sua vida o Bem-amado e que aí encontrou não somente uma extraordinária aventura espiritual, mas o ponto de onde alcançava os horizontes mais vastos e comungava intimamente nas preocupações e nas necessidades missionárias da Igreja.
Todos os que hoje estão em busca do essencial, que vislumbram a dimensão interior da pessoa humana, que procuram o Espírito capaz de suscitar uma verdadeira oração e de dar à sua vida um valor teologal, nós os convidamos, sejam eles contemplativos ou ativos, a se voltarem para a carmelita de Lisieux”.

 

17/05/1925 – 17/05/2025

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